Adolescentes levam pintinhos para casa e passam por experiência dos cuidados e dificuldades encontradas enquanto responsáveis pelos animais
Estudantes de uma escola estadual de Campo Grande passam pela experiência de serem "pais" e "mães" na adolescência por meio do Projeto Pintinho, que tem o objetivo de discutir temas como gravidez precoce, métodos contraceptivos e doenças sexualmente transmissíveis DST e AIDS. Segundo a coordenadora do projeto, professora de Enfermagem da Anhanguera/Uniderp, Rosa Maria Morari Pereira, os jovens levam o animal para casa e começam a refletir e comparar como seria o dia-a-dia deles com uma criança.
Ela informa que a intenção é sensibilizar os alunos quanto às vulnerabilidades da gravidez precoce, ressaltando as dificuldades encontradas no cuidado com a criança e as perdas que o jovem enfrenta, enquanto pai e mãe adolescente.
"Dividimos a sala em casais e distribuímos cerca de 50 pintinhos. Cada dia um deles leva o animal para casa. Os jovens têm a responsabilidade de prestar assistência ao bicho como dar comida e água. Orientamos aos pais para deixarem seus filhos cuidarem sozinhos do animal", comenta. Todo o trabalho é desenvolvido por acadêmicos de Enfermagem da Anhanguera/Uniderp.
Conforme a professora, os resultados da experiência são interessantes. "Muitos contam que precisaram acordar no meio da noite para cobrir o pintinho que piava de frio; outros choram quando o pintinho morre; alguns até enfeitam os animais com fitinhas", comenta Rosa Maria, ressaltando que os estudantes começam a ter a percepção do quanto é importante o cuidado com a criança e como uma gravidez precoce pode atrapalhar na hora do estudo. "É claro que uma criança exige muito mais cuidado, mas começam a ter noção de como isso mudaria a vida deles", observa.
Nos momentos das discussões, os estudantes também são orientados sobre ao uso de métodos contraceptivos, a não utilização das drogas, além de abordar sobre DST´s/AIDS, Hepatite B e aborto. "Ressaltamos a forma de prevenção de doenças no sentido de sensibilizá-los. Se ele engravidou é porque não tomou o cuidado de se prevenir e isso pode resultar em uma doença sexualmente transmissível", reforça.
Ela lembra, ainda, que a prevenção é estratégia básica para o controle dessas doenças, por isso a necessidade das atividades educativas que priorizem a percepção do risco e a adoção de medidas preventivas, com ênfase na utilização adequada do preservativo.
Ao final do projeto, marcado para esta terça-feira (27), às 8 horas, serão distribuídos prêmios para aqueles que cuidaram melhor dos animais. O projeto é desenvolvido com estudantes do 1º ao 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Orcírio Thiago de Oliveira, em Campo Grande, MS.
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