Entre os diversos problemas causados pelo fumo que serão discutidos em todo o mundo no próximo sábado, 31 de maio, Dia Internacional Sem Tabaco, está a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). O cigarro é responsável por 81% dos casos da doença, que inclui bronquite crônica e enfisema pulmonar, segundo o estudo clínico GIANT (Greatest International Antibiotic Trial).
A pesquisa, realizada com 50 mil pessoas em todo o mundo, indica que 81% dos pacientes com a doença são fumantes ou ex-fumantes. E, segundo seu coordenador no Brasil, o pneumologista José Jardim, "a DPOC é tão grave quanto o diabetes e o infarto do miocárdio". Em 95% dos casos, as lesões dos tecidos pulmonares são irreversíveis, mesmo que o paciente tenha parado de fumar por muito tempo.
A doença pulmonar obstrutiva crônica está entre as principais causas de morte na maioria dos países do mundo, e atinge sete milhões de brasileiros acima de 40 anos, sendo a quarta causa de internação nessa faixa etária. É uma doença de evolução progressiva que se desenvolve após a exposição prolongada dos brônquios (estrutura que leva o ar para dentro dos pulmões) às substâncias tóxicas contidas na fumaça do cigarro.
Como conseqüência, ocorre inflamação brônquica (inchaço e aumento da produção de catarro nos brônquios) e a destruição dos alvéolos pulmonares. Os principais sintomas - tosse crônica, produção de catarro e falta de ar - aparecem de maneira lenta e progressiva.
Normalmente é acompanhada por depressão e restrições nas atividades diárias, entre outras dificuldades. Além disso, as doenças pulmonares exigem mais trabalho do coração e, na presença de um problema cardíaco, podem determinar também insuficiência cardíaca.
O estudo foi patrocinado pela Bayer Schering Pharma.
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