Estudos realizados com a própolis vermelha, variedade originária de Alagoas, mostraram que, por causa da sua intensa atividade antimicrobiana, ela pode ser usada no controle da placa bacteriana, principal causa da cárie dentária e de doenças na gengiva.
O estudo foi feito por pesquisadores da FOP (Faculdade de Odontologia de Piracicaba). A própolis vermelha tem esse nome em razão da intensa cor avermelhada, semelhante à do sangue.
Os testes mostraram que o efeito bactericida da substância é eficiente contra vários microorganismos causadores de doenças. O grupo identificou também uma quantidade expressiva de substâncias antioxidantes, que poderão ser usadas pelas indústrias de cosméticos e de alimentos.
O desafio dos pesquisadores foi descobrir a origem botânica da própolis vermelha. Foram testadas mais de 20 plantas nativas de Maceió com base na semelhança fitoquímica entre a espécie e a própolis.
Após ensaios químicos, físicos e biológicos comparativos, foi identificada a planta Dalbergia ecastophyllum. O estudo prosseguirá para identificar os compostos que podem abrir caminhos para a descoberta de novos princípios ativos.
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