Antigamente elas casavam, tinham filhos e assumiam as responsabilidades da casa muito novas, as mulheres eram ensinadas a ser donas-de-casa. Hoje a situação mudou um pouco, elas ainda continuam a ser mãe muito jovens, a diferença é que os filhos vêem cedo e na maioria das vezes sem o planejamento adequado.
O número de adolescentes grávidas no Brasil chega a preocupar as autoridades de saúde, não só pelo fato da gravidez, mas também por conta das doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com o Ministério da Saúde, está ocorrendo um número expressivo de adolescentes infectadas pelo vírus HIV (Human Immunodeficiency Vírus), vírus da AIDS.
A gravidez na adolescência não preocupa somente por esse fator, mas, também, pela falta de planejamento familiar. As novas mães muitas vezes não estão preparadas para assumir tal responsabilidade e dependem do apoio familiar para seguir com os seus sonhos.
A estudante de Jornalismo, Ana Karolyna Resquim, foi mãe aos 18 anos e conta que a maior dificuldade está sendo a jornada tripla. "Hoje sou mãe, estudo e trabalho". Ela diz que sente muito ter que deixar seu filho para ir trabalhar, mas, ao mesmo tempo fica feliz por que sua família nunca a desamparou. E isto lhe dá forças para lutar por um futuro melhor para ele.
Outra estudante que também é mãe solteira revelou que por um lado sua filha encheu o lar de harmonia, e até mesmo de certo equilíbrio, mais união, mas em questão financeira ela confessa "É muito ruim você ver sua filha pedindo um brinquedo de custo mais alto e não poder agradá-la é a conseqüência da falta de planejamento. Tenho também total apoio de meus familiares, mas a responsabilidade e o dever de ser mãe pesam na consciência, é o que me faz enfrentar uma rotina bastante corrida e cansativa todo dia", desabafou a estudante que prefere não se identificar.
SEGURANÇA PÚBLICA
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Recomeço
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