O cigarro é isoladamente uma das grandes causas de morte em países desenvolvidos e significativa preocupação de saúde pública. Já é conhecida a forte associação com doenças cardiovasculares, pulmonares e cancerosas, mas o fumo também causa uma série de manifestações cutâneas.
O fumo e o sol são fatores extrínsecos que aceleram o envelhecimento da pele. Um estudo avaliou os efeitos do fumo no envelhecimento da pele no norte da Finlândia, onde os efeitos cumulativos da exposição solar são baixos. Em média, os fumantes aparentavam ter 2.1 anos a mais que suas idades reais, enquanto os não-fumantes aparentavam uma média de 0.7 ano a menos.
Em um estudo publicado no renomado jornal de dermatologia alemão "Hautarzt" de Berlim, enumerou os efeitos nocivos do tabaco à pele, freqüentemente ignorados:
Alterações sanguíneas
Mudanças na característica do sangue, aumentando a vasoconstrição e danos à camada epitelial dos vasos, promovendo danos à cura de ferimentos, doenças arteriais periféricas obstrutivas, etc.
Reações inflamatórias
Efeitos imunológicos que induzem a reações inflamatórias importantes: psoríase, dermatite atópica, acne, lúpus eritematoso, etc.
Imunossupressão
A imunidade da pele causada pela nicotina pode contribuir para a patogênese da infecção por HPV, melanoma maligno e tumores epiteliais em mucosas.
Foi realizada uma metanálise por pesquisadores da Divisão de Dermatologia da Universidade McGill, em Montreal, Canadá, que avaliou artigos dos últimos 40 anos relacionados com dermatologia, tabaco e fumo.
Esta metanálise foi publicada em julho de 2005 no "Journal of Cutaneous Medicine and Surgery".
Os resultados sugerem que o fumo é fortemente associado a numerosas condições dermatológicas, incluindo:
A deficiente cura de ferimentos
Rugas e envelhecimento prematuro
Carcinoma celular escamoso
Psoríase
Hidroadenite supurativa
Perda de cabelo
Câncer de boca e outras condições orais
SEGURANÇA PÚBLICA
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Recomeço
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