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Ministério da Saúde vai rever lista de transplantes de fígado no Rio

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O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira mudanças no sistema de doação de fígados no Rio, impulsionadas pelo suposto esquema de venda de lugares na fila de transplantes desarticulado nesta quarta-feira (30) em operação da Polícia Federal. O médico Joaquim Ribeiro Filho, suspeito de comandar os desvios, foi preso na ação e teve pedido de habeas corpus negado nesta quinta-feira pela Justiça Federal.


Em reunião na tarde desta quinta com o secretário estadual de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, para discutir as mudanças, o ministério decidiu que vai refazer a lista de espera para transplantes de fígado no Rio.


O diretor de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, confirmou ainda que todos os transplantes de fígado no Rio serão agora concentrados em apenas uma unidade de saúde, o HGB (Hospital Geral de Bonsucesso). Atualmente, três unidades são credenciadas para a operação --o hospital da UFRJ, o HGB e a clínica São Vicente. A concentração dos transplantes no HGB acontecerão em duas semanas, de acordo com o ministério.


Também hoje, o Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) informou que abriu sindicância para investigar o suposto esquema e se os médicos denunciados infringiram o código de ética da profissão. O processo pode culminar na cassação de Ribeiro Filho, segundo a presidente do conselho, Márcia Rosa de Araújo.


Pacientes ou parentes de pessoas que estavam na fila e podem ter sido passados para trás vão ingressar na Justiça, em ação conjunta, contra o médico e o governo, segundo o defensor público da União no Rio André Ordacgy. Ele disse que a Defensoria Pública da União já investigava o caso desde o início do mês, a partir de denúncias dos pacientes, e está recebendo casos de pessoas que se sentiram prejudicadas com o suposto esquema de fura-filas.


De acordo com denúncia do Ministério Público Federal à Justiça, o médico, com o auxílio de uma equipe que chefiava, emitia laudos falsos e enganava funcionários da central de transplantes para conseguir tirar fígados que iriam para pacientes no topo da lista do Sistema Nacional de Transplantes no Rio. Em troca de pagamentos que alcançavam R$ 250 mil, o médico transplantava o órgão desviado em pacientes que pagavam a taxa, segundo a denúncia.

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