Que a ioga faz um bem danado para a silhueta, todo mundo sabe. A popstar Madonna, porta-voz mundial da prática, é o exemplo vivo do que essa verdadeira filosofia de vida é capaz. A novidade é que a modalidade, nascida na Índia e difundida pelo mundo todo, também tem suas aplicações na face.
Os Estados Unidos foram os pioneiros no desenvolvimento e na divulgação da ioga facial, reunindo, aperfeiçoando e complementando as manobras já existentes nas aulas tradicionais. Desde então a nova técnica ganhou o mundo e o número de adeptas não pára de crescer.
Segundo praticantes, é uma forma fácil (e não-invasiva) de reduzir linhas e flacidez e recuperar a vitalidade perdida. Os movimentos - que visam ao estímulo dos 57 músculos que compõem rosto e pescoço - têm o princípio da isometria, ou seja, retesam toda a área muscular sem alterar seu comprimento (o músculo se contrai de forma não-visível).
Ao contrário da ginástica facial, que trabalha basicamente com a repetição, a ioga exige concentração e foco em cada exercício.
Tempo para treinar
"Três meses de prática diária já trazem resultados estéticos. Quando nos conscientizamos da manobra, procurando sentir os músculos e os feixes nervosos envolvidos, há uma maior irrigação sangüínea na região, que promove renovação celular e tonificação muscular", afirma Selma Muro, presidente da AYESP (Associação de Yoga do Estado de São Paulo).
"Não existe idade para começar. O momento certo é sempre aquele a tempo de prevenir o aparecimento do problema. No entanto, se ele já se instalou, alguns minutos diários, de preferência pela manhã, podem dar conta do recado", explica Selma.
Uma vez aprendida, a aula pode ser feita em casa, sem a ajuda de um professor. Nas primeiras vezes, o ideal é realizá-la de frente para o espelho, a fim de observar se os movimentos estão corretos. Depois, com o hábito, o treino pode ser feito até deitada. A única orientação é que o ambiente escolhido seja tranqüilo, favorecendo a concentração e o relaxamento.
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