Uma iniciativa do chefe do Pólo-Base da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Amambaí, David Pereira, da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Agência Estadual de Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul (Agepen) garante atendimento aos indígenas que estão detidos no Estabelecimento Penal de Amambaí (EPAM).
Com essa parceria, médicos e dentistas da Fundação Nacional de Saúde, podem avaliar os detentos indígenas. A partir de Agosto, este trabalho será rotineiro no presídio.
Segundo a enfermeira e coordenadora técnica do Pólo-Base da Funasa em Amambaí, Maisa Rodrigues Nascimento, o médico realiza a consulta e passa a medicação conforme o diagnóstico. "Se for necessário fazer um exame mais avançado, os médicos comunicam a Agepen para solicitar um exame", declara a profissional.
Já a medicação, segundo Maisa, conforme for receitada, a Coordenação Regional da Funasa do Estado, encaminha ao detento, e cabe aos profissionais do presídio lembrá-los do consumo.
Com os dentistas da Funasa de Amambaí, a consulta também é realizada dentro da unidade prisional. O profissional avalia a saúde bucal do paciente e realiza a restauração conforme a diagnóstico. Todo material necessário para a consulta é trazido pelo dentista. O trabalho de educação também é feito entre os indígenas, explicado a maneira correta de escovar os dentes, etc. São distribuídos escovas de dentes, cremes dentais e outros materiais necessários para uma boa higiene bucal.
O coordenador regional da Funasa de Mato Grosso do Sul, Flavio da Costa Britto Neto, lembra a atuação do órgão no estado e enfatiza este trabalho. "Temos a segunda maior população indígena do país, com aproximadamente 65 mil índios distribuídos em 72 aldeias. Temos este dever de atendê-los. Esta parceira reforça ainda mais a preocupação e o compromisso da Funasa de prestar assistência à saúde para indígenas onde eles estiverem", declara Britto.
Segundo a Agência Estadual de Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul (Agepen), o Estabelecimento Penal de Amambaí abriga 191 detentos, sendo 47 indígenas, entre 43 homens e uma mulher no regime fechado e mais três do regime semi-aberto.
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