Um estudo recente da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, indica que as lembranças de experiências emocionais dolorosas duram mais do que aquelas que envolvem dor física.
Os pesquisadores questionaram os voluntários - todos, estudantes - sobre eventos fisicamente e emocionalmente dolorosos nos cinco anos anteriores, e aplicaram um teste mental rápido e difícil para saber o quão dolorosa foi a experiência. Quanto mais dolorosa a experiência, menor seria a pontuação nos testes.
E os resultados indicaram que a pontuação nos testes eram significativamente maiores entre aqueles que lembraram mais das dores físicas do que daqueles mais marcados pelas dores "sociais", indicando que as memórias emocionais eram muito mais permanentes e dolorosas.
De acordo com o pesquisador Zhansheng Chen, é muito mais difícil reviver a dor física do que relembrar a dor social. E a evolução de uma parte do cérebro chamada córtex, que processa pensamentos complexos, percepção e linguagem, pode ser a responsável por isso.
"Isso certamente melhora a capacidade dos seres-humanos de criar e adaptar para viver em e com grupos, comunidades e culturas, e para responder à dor associada às interações sociais", explicou o pesquisador. "No entanto, o córtex cerebral pode também ter um efeito não intencional de permitir aos humanos reviver, re-experimentar e sofrer da dor social", completou.
Os pesquisadores planejam agora repetir o estudo com pessoas mais velhas, que são mais propensas a ter experiências de dor crônica.
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