Mulheres com depressão maior são mais propensas do que os homens a terem melhora na doença durante o tratamento com o antidepressivo citalopram, segundo estudo publicado no "Journal of Psychiatric Research".
Os cientistas avaliaram 2876 pacientes com idades entre 18 e 75 anos, tratados por mais de 14 semanas, iniciando com 20mg por dia e ajustando a dose ao máximo de 60mg.
No início, as mulheres tinham sintomas mais graves, mais doenças adicionais, além de maior histórico de tentativa de suicídio, de depressão na família e de abuso de drogas. Porém, eram mais propensas a alcançar remissão da doença - 29,4%, contra 24% dos homens - e tiveram melhor resposta ao tratamento, com redução de pelo menos 50% nos sintomas - 48,5%, contra 44%.
A vantagem feminina seria efeito do estrogênio, do sistema serotonérgico e de fatores cognitivos e psicológicos.
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