A Semana de Moda mais aguardada do planeta chegou. Desde o último sábado (dia 27), Paris sedia sua maratona de desfiles, com suas grandes maisons. Serão nove dias para que os estilistas exibam suas criações na passarela. Aqui, um apanhado do que aconteceu de melhor nesses primeiros dias do evento, que é o sonho de todo e qualquer criador de moda.
Balmain abriu a Semana de Moda de Paris. As peças assinadas pelo estilista Christophe Decarnin se mantêm fiéis à sua idéia de mulher sexy e com certo ar punk. Assim, surgem vestidos assimétricos muito justos. Dessa vez, porém, os ombros são a parte do corpo que recebeu mais evidência, com as ombreiras, tão em voga nos anos 80. Elas surgem em casacos, blazers e blusas. Decarnin também foi buscar inspiração no balé para criar mini-vestidos de tutu branco, enfeitados com pedras no peito ou logo abaixo dele. Embora reine a ausência de volume da cintura para baixo, na parte de cima, destaque para os bustiês, muito curtos, em cores brilhantes, como malva, verde-esmeralda e turquesa. Sexy, sem ser vulgar. Eis a máxima da maison.
O estilita Olivier Theyskens criou, para a grife Nina Ricci, uma coleção de pura poesia, mas com um toque gótico. Seus modelos não são para as mulheres que tendem a ser muito reais, mas para aquelas românticas, com ar etéreo, de ninfas, frágeis e sutis. Parecem saídas de um sonho. E se a vida é sonho, melhor se deixar levar e não depertar das criações da maison. Entre os destaques, vestidos com tecidos requintados, curtos na frente e longos atrás, alternando flyers, sobreposições e drapeados. As cores são pálidas: nude, malva, rosa e azul metálico, embora ainda haja espaço para o amarelo, vermelho e o laranja.
Um dos desfiles de gosto mais duvidoso apresentado até agora foi o da Christian Dior, que tem à sua frente a mente criativa de John Galliano. Normalmente, a grife traz coleções com grande impacto visual, muitas vezes chocante. Mas o que se viu na Meca da moda foi um tribal chic composto por vestidos marcados por muita transparência e pouco glamour. Muitos têm cintura marcada, fazendo surgir uma espécie de pin-up da selva. Laranja, amarelo, azul, cinza e preto são os tons mais requisitados pela maison, que prestou uma homenagem a Yves Saint-Laurent, mas pecou na falta de criatividade. Uma pena.
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