As técnicas orientais de Do-in e Shiatsu são utilizadas no trabalho da massagista Graça Maria Torres Lúcio, que há mais de dez anos atua em Campo Grande. Ela estudou e aprimorou seu trabalho em São Paulo, porém em foi aqui que encontrou melhor qualidade de vida para criar seu filho e administrar uma rotina "zen".
Ela conta que ao longo desse tempo tem trabalhado especialmente com idosos, gestantes, estudantes e pessoas estressadas. Aplica suas técnicas variando de pessoa em pessoa a intensidade e pressão dos dedos durante as sessões.
Para Graça, trabalhar com massagem é um alimento para a alma. Pode, através de seu trabalho, trocar energias com os pacientes, além de proporcioná-los bem-estar e melhor qualidade de vida. Um velhinho de 84 anos que ela atende semanalmente e tem o mal de Alzheimer costuma comentar em casa que se um dia perder a memória, "só não vou esquecer que quarta-feira é dia de massagem".
Graça tem poucos pacientes que atende semanalmente, porém esses garantem a ela um salário mínimo com que pode contar. Os outros marcam hora com antecedência e ela atende conforme sua agenda."A frequência com que as pessoas procuram meus serviços é muito variada. Os estudantes em epocas de prova ou defesa de monografia, os idosos quando sentem dores, as gestantes após o terceiro mês da gravidez e os estressados conforme suas tensões".
A massagista se revela uma pessoa mística ao contar que se baseia em numerologia e astrologia para atender seus pacientes. " Não começo uma massagem sem antes perguntar a data de nascimento e o signo da pessoa. Cada signo tem uma característica diferente, um ponto de tensão diferente".
Ela também não deixa de fazer yoga e meditações diárias. Sempre que pode faz a troca que é recomendada entre os profissionais da massagem. "O ideal é que se faça a troca uma vez por semana". Para Graça, viver uma vida saudável influi muito em seu desempenho profissional. "Não posso me dar o luxo de ficar doente, por exemplo. Amanhã tenho pacientes que contam com o meu trabalho".
São inúmeros os casos de pessoas que durante ou após receber uma massagem, ficam tão relaxados que se abrem com ela, contando seus problemas e angústias. "As vezes eu sei que uma pessoa precisa muito da massagem e não tem dinheiro no momento. Para isso ela não pode esperar. De vez em quando faço massagens sem cobrar, e isso, consequentemente, me traz mais clientes."
Ela conta que uma vez atendeu um veterinário de Camapuã que pesava 180 quilos. "Ele achou que eu fosse cobrar por duas pessoas, mas disse que não seria necessário. Na semana seguinte ele me apareceu com mais quatro amigos".
Graça considera a massagem um alimento para a alma. Para ela, tocar nas pessoas proporciona um conhecimento muito íntimo. "Da pra se conhecer muito das pessoas pelo toque. Inclusive suas almas".
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