Mais de um terço das pessoas casadas no Japão pararam de fazer sexo, muitos deles porque estão muito cansados ou não vêem graça na atividade sexual, informou na quarta-feira um pesquisador médico financiado pelo governo.
Cerca de 37 por cento dos casais entrevistados neste ano por Kunio Kitamura, chefe da Associação de Planejamento Familiar do Japão, disseram que não fazem sexo há pelo menos um mês. Em 2004, este número era de 32 por cento.
A justificativa mais comum, dada por um quarto dos homens entrevistados, é o cansaço depois do trabalho. Já 19 por cento das mulheres disseram que o sexo é uma chateação, segundo informou o pesquisador à Reuters.
"É uma questão de equilíbrio entre vida e trabalho", disse Kitamura em uma entrevista por telefone. "Não é algo que o indivíduo possa resolver sozinho. As pessoas que dirigem as empresas precisam fazer algo a respeito disso".
Sua pesquisa entrevistou 821 mulheres e 647 homens casados, de até 49 anos.
Esta tendência pode trazer consequências sérias para o Japão, onde as taxas de envelhecimento e natalidade são uma dor de cabeça para o governo.
A média de filhos por mulher no Japão foi de 1,34 em 2007. Nos Estados Unidos, em 2006, a média foi de 2,1.
Kitamura disse que os médicos também podem ter uma parcela de culpa pela postura negativa dos japoneses em relação ao sexo durante a gravidez e depois do nascimento do bebê.
No ano que vem, o pesquisador apresentará seus resultados ao Ministério da Saúde japonês.
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