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Presídio Feminino prossegue com o programa de prevenção ao câncer do colo

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As internas do Estabelecimento Penal Feminino de Campo Grande "Irmã Irma Zorzi" (EPFIIZ) participam hoje e amanhã (17 e 18) do Programa "Mulher Internamente Saudável", cujo objetivo é combater o câncer do colo do útero.


Todas as internas passarão por exames de Colposcopia e de Papanicolau, que, juntos, garantem a detecção de praticamente 100% da doença no caso de a mulher estar com o câncer do colo do útero. Com os exames, será possível prevenir ou detectar precocemente possíveis lesões cancerígenas e direcionar o seu tratamento.


De acordo com a chefe da Divisão de Saúde da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Maria de Lourdes Alves Delgado, as internas já realizam exames preventivos, mas com o programa será feito um trabalho de rastreamento massificado, garantindo que todas façam o controle.


O evento está sendo promovido pela direção do EPFIIZ, juntamente com a equipe de saúde que atende no presídio, contando também com a parceria da Unidade Básica de Saúde - Posto Coronel Antonino. As coletas estão programadas para começarem às 13 horas.


A realização do programa tem o apoio da Diretoria de Assistência Penitenciária da Agepen, da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública e das secretarias Estadual e Municipal de Saúde.


Segundo a diretora do Estabelecimento Penal Feminino, Ângela Maria dos Santos Moreira, além da detecção e controle da doença, o programa "Mulher Internamente Saudável" pretende melhorar as condições de saúde das internas, oferecendo mais qualidade de vida, por meio também da conscientização.


Estatísticas


De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o número de casos novos de câncer do colo do útero esperados para o Brasil no ano de 2008 é de 18.680, com um risco estimado de 19 casos a cada 100 mil mulheres. No Estado, a estimativa é de 300 novos casos este ano.


Com aproximadamente 500 mil casos novos por ano no mundo, o câncer do colo do útero é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres, sendo responsável pelo óbito de, aproximadamente, 230 mil mulheres anualmente.


Em Mato Grosso do Sul, conforme a Gerência Técnica da Mulher da Secretaria Estadual de Saúde (SES), é registrada uma média anual de 60 óbitos. "Um número que não deveria mais existir, tendo em vista que é uma doença que age de forma lenta, podendo ser detectada ainda na fase inicial, apenas com a realização dos exames preventivos", ressalta a responsável pelo setor na SES, Hilda Guimarães de Freitas.

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