Mesmo com apenas 13 dias para o término da Campanha Nacional de Vacinação para a Eliminação da Rubéola a participação dos homens ainda não alcançou as expectativas do Ministério da Saúde. Enquanto 94,40% das mulheres do Brasil já se vacinaram (33,3 milhões da meta de 35,3 milhões), apenas 88,79% dos homens foram aos postos de saúde pelo país (o que corresponde a 30,8 milhões da meta de 34,7 milhões).
Em Mato Grosso do Sul 88,88% dos 387.315 homens já procuraram alguma unidade de saúde e se vacinaram. Contudo, as mulheres estão bem à frente: 93,04% das 391.044 estão imunes à doença.
O Ministério da Saúde já vacinou 64.267.657 brasileiros (91,62%), mas a meta é alcançar o índice de 95% de imunização e, assim, interromper a circulação do vírus da rubéola no país. Atento à demora dos homens em cumprir com a sua parte, o ministério concentra ainda mais seus esforços para aumentar a cobertura.
Até o momento, sete estados do país já alcançaram a meta: Roraima (98,91%), Santa Catarina (96,81%), Acre (96,51%), Maranhão (96,47%), Sergipe (95,33%), Alagoas (95,10%) e Pernambuco (95%). Mato Grosso do Sul está com o índice de 90,97% o que corresponde a uma cobertura vacinal de 708.069 sul-mato-grossenses na faixa etária de 20 a 39 anos de idade.
O ministério faz um apelo aos que ainda não tomaram a vacina: comparecer ao posto de saúde mais próximo da sua residência, já que a imunização contra a rubéola é a única forma de garantir a eliminação da doença no país. Os homens são o principal foco da campanha. Isso porque, dos 8.684 casos de casos de rubéola confirmados no país, em 2007, 70% corresponderam a pacientes homens. Em Mato Grosso do Sul ano passado foram confirmados 23 casos, desse total 15 em mulheres e 8 em homens. Em 2008, este índice está em 36 casos confirmados, sendo a maioria em homens.
Caso as pessoas do sexo masculino não forem imunizadas, o vírus da doença continuará circulando pelo Brasil. Neste caso, o risco é a transmissão para mulheres grávidas, pois a rubéola congênita (transmitida da mãe para o feto) é a forma mais grave de transmissão porque pode provocar malformações como cegueira, surdez, retardo mental ou problemas cardíacos no bebê.
A Rubéola é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Togavírus. Sua característica mais marcante são as manchas vermelhas que aparecem primeiro na face e atrás da orelha e depois se espalham pelo corpo inteiro. O contágio ocorre comumente pelas vias respiratórias com a aspiração de gotículas de saliva ou secreção nasal.
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