Após 117 dias e três prorrogações da Campanha Nacional de Combate à Rubéola, Mato Grosso do Sul ainda precisa vacinar 26.223 homens e mulheres entre 20 e 39 anos de idade para atingir a meta de imunizar 95% da população alvo, estipulada pelo Ministério da Saúde.
A campanha de vacinação contra a rubéola começou no dia 4 de agosto e já foi prorrogada duas vezes. Primeiro, era para ter terminado oficialmente no dia 12 de setembro e foi prorrogada para 30 de setembro. Mais tarde, foi adiada pela segunda vez para o dia 30 de novembro e, agora, segundo informações da coordenadora da Secretaria Estadual de Saúde, Bernadete Lewandowski, a campanha terminará em 15 de dezembro.
Até o momento, o Brasil está com o índice de imunização de 92,33% ou seja, 64.765.432 pessoas foram imunizadas das 70.149.025 que podem tomar a vacina. Assim como foi em toda a campanha, as mulheres continuam dando o bom exemplo e já chegaram à marca de 95,01% (33.612.980), enquanto os homens ainda estão com 89,59% (31.152.452).
Em todo país, sete estados atingiram a meta do Ministério da Saúde, são eles: Roraima (101,17%), Acre (96,98%), Santa Catarina (96,88%), Maranhão (96,87%), Sergipe (95,65%), Pernambuco (95,49%) e Alagoas (95,11%).
No ranking nacional, Mato Grosso do Sul está em 17º lugar com índice de imunização de 91,63%, isso representa que das 778.359 pessoas que estão aptas a receber a vacina, 713.218 foram vacinadas, dessa forma, para chegar ao índice de 100%, mais de 65 mil pessoas ainda precisam ser vacinadas. Em MS, assim como acontece com os números do país como um todo, as mulheres também estão na frente dos homens, já que 367.152 pessoas do sexo feminino foram imunizadas, o que dá um índice de 93,89%, enquanto isso, a marca dos homens está em 89,35%, sendo assim, 346.066 doses da vacina foram aplicadas neles.
Segundo a coordenadora da Secretaria Estadual de Saúde, Bernadete Lewandowski,, com a prorrogação do prazo, o Estado deve atingir a meta estipulada pelo Ministério da Saúde. Além disso, ela acredita que o Mato Grosso do Sul está bem nos números, já que está próximo ao índice nacional.
"O Estado está com um índice satisfatório, está perto dos números do Brasil, acredito que, até o dia 15 de dezembro, Mato Grosso do Sul deve chegar à meta de imunização. Mas é preciso que os municípios que ainda não alcançaram o objetivo apertem o passo", afirma a coordenadora.
Dentre esses 23 municípios que não alcançaram a meta está Campo Grande com índice de imunização de 85,21%, o que corresponde a 231.466 pessoas vacinadas. Além da Capital, outra cidade importante do Estado que não conseguiu ainda atingir o objetivo é Dourados que vacinou, até o momento, 54.415 pessoas, o que representa 85,12% do público-alvo. Porém, em Dourados, o problema não se resume apenas ao alcance da meta, pois, segundo a coordenadora Bernadete, foram confirmados esse ano seis casos de rubéola na cidade, o que deve servir de alerta, já que para serem imunizadas as pessoas só precisam ir até um posto de saúde.
De todos os municípios do Estado, o pior desempenho, de acordo com dados do Ministério da Saúde, é o da cidade de Terenos que está com um índice de 60,19%, ou seja, do público-alvo de 4.283 pessoas, foram vacinadas 2.578 homens e mulheres.
Segundo Júlio Maria da Silva, secretário de saúde de Terenos, o índice está baixo não porque as pessoas não foram vacinadas, mas sim porque elas foram imunizadas em cidades próximas do município como Dois Irmãos do Buriti, Sidrolândia e Campo Grande.
"Essa semana nós nos reunimos com a representante do Ministério da Saúde e mostramos um levantamento que nossos agentes de saúde fizeram. Eles foram de casa em casa, para saber quem foi vacinado. Então, nós constatamos que muitas pessoas se vacinaram em outras cidades, por causa dos assentamentos que, muitas vezes, são mais próximos de outras cidades do que Terenos. Através disso, a gente acredita que cerca de 20% da nossa população se vacinou em outras cidades, soma isso com as 130 gestantes que não podem receber a vacina e dá um número que chega perto ao da meta estipulada", diz Júlio.
A estratégia para fazer com que todos os municípios cheguem à meta ideal de imunização é de que a vacina seja levada até às casas das pessoas, através de um trabalho de monitoramento dos homens e mulheres que não foram imunizados, como informa Nazaré Athayde, consultora do programa de imunização da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, que esteve essa semana em Mato Grosso do Sul para realizar um trabalho de cooperação técnica junto com as autoridades em saúde do Estado.
Segundo a consultora, com a prorrogação do prazo, Mato Grosso do Sul e o resto do país devem alcançar a meta de imunização, ela ainda ressalta que um dos principais obstáculos da campanha é a resistência dos homens em serem imunizados. "Acredito que vamos alcançar a meta, é um compromisso do Brasil com o mundo, está servindo de exemplo. É importante que as pessoas se vacinem, a gente vê muita resistência dos homens, mas é preciso que eles entendam que ao se imunizarem, eles estão ajudando a eles e a todos. Eu vejo que Mato Grosso do Sul está com um resultado muito positivo, todos estão se empenhando".
Se algumas cidades do Estado ainda não alcançaram o objetivo, há municípios que já ultrapassaram o índice de 100%. Um exemplo disso é o município de Alcinópolis que já aplicou 1.221 doses da vacina, ou seja, além de cobrir as 547 pessoas do público-alvo da cidade, ainda imunizou mais 674 homens e mulheres.
Segundo Neiva Carneiro, coordenadora da campanha de rubéola em Alcinópolis, o que explica isso é que as pessoas que trabalham nas fazendas próximas à cidade também foram imunizadas. Neiva ressalta também que o que ajudou no cumprimento rápido da meta, além da pouca população local, foi que a campanha no município começou antes da nacional, mais precisamente no final de julho.
A doença
A Rubéola é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Togavírus. Sua característica mais marcante são as manchas vermelhas que aparecem primeiro na face e atrás da orelha e depois se espalham pelo corpo inteiro. O contágio ocorre comumente pelas vias respiratórias com a aspiração de gotículas de saliva ou secreção nasal.
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