Gestantes que consomem o nutriente colina - encontrado principalmente em ovos - podem reduzir os riscos de sua filha desenvolver câncer de mama, segundo estudo da Universidade de Boston, nos Estados Unidos. Em testes com ratos, os cientistas identificaram, pela primeira vez, possíveis mudanças genéticas relacionadas ao consumo de colina que podem afetar as taxas de sobrevivência do câncer de mama.
"Já sabíamos, há longo tempo, que alguns agentes tomados pelas mulheres na gravidez têm conseqüências adversas para suas filhas", disse o especialista Gerald Weissmann, editor da revista científica da Federation of American Societies for Experimental Biology. "Pela primeira vez, aprendemos que podemos prevenir o câncer de mama tão cedo quanto na gestação da mãe", destacou.
Na pesquisa, os cientistas estudaram fêmeas de ratos cujas mães foram alimentadas com diferentes quantidades de colina durante a gestação. E, após o nascimento, os animais foram tratados com uma substância causadora de câncer.
Os cientistas observaram que, apesar de todos os animais terem desenvolvido câncer na mama, os filhotes cuja mãe recebeu colina extra na gravidez tinham um crescimento mais lento dos tumores. Por outro lado, aqueles que não foram expostos ao nutriente no útero tinham uma progressão mais rápida da doença.
"Nosso estudo oferece apoio adicional para a noção de que a colina é um importante nutriente que deve ser considerado quando as orientações nutricionais são desenvolvidas", destacaram os autores. "Esperamos que seja possível desenvolver orientações nutricionais para gestantes que assegurem a boa saúde para seu filho até a velhice", completaram.
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