A fusão celular é uma importante ferramenta para a pesquisa biológica e biomédica. Duas células podem ser fundidas para produzir um híbrido destinado a fabricar anticorpos, por exemplo, ou para reprogramar um tipo de célula com material genético de outra.
Para a fusão ser induzida, as células devem primeiramente ser juntadas, e emparelhar dois tipos de células diferentes, de forma controlada e eficiente, não é fácil.
No entanto, a tecnologia desenvolvida no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) pode tornar a fusão mais eficiente, ao capturar e emparelhar células em um chip micro-fluido feito a partir de um polímero baseado em silício. O avanço é relatado no jornal "Nature Methods".
Alison M. Skelley, Rudolf Jaenish, Joel Voldman e colegas desenvolveram o chip, que se assemelha, em escala microscópica, àquele brinquedinho infantil de plástico onde uma bolinha se mexe na água e cai em uma das várias caçapas. Neste caso, existem milhares de pequenas caçapas em um canal de fluxo.
Células de um tipo são introduzidas no dispositivo e, com a reversão do fluxo, são capturadas nas caçapas. Depois, células do outro tipo são introduzidas e capturadas por cima das primeiras.
Os pesquisadores afirmam que, em testes, até 70% das caçapas foram ocupadas com células adequadamente emparelhadas. Quando tentaram realizar a fusão, descobriram que ela ocorreu em mais da metade das caçapas do dispositivo.
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