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Governo de MS diz ter doses suficientes contra febre amarela

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No dia 13 deste mês, foi confirmada a segunda morte por febre amarela ocorrida no Rio Grande do Sul. A primeira morte havia ocorrido em dezembro de 2008, no mesmo estado. Nos dois casos, as vítimas contraíram o vírus em regiões rurais de risco, e não haviam tomado a vacina. De acordo com o diretor de Vigilância em SES (Saúde da Secretaria de Estado de Saúde), Eugênio Barros, os casos não configuram alerta para Mato Grosso do Sul.


"Apesar do Estado estar inserido em região endêmica da doença, a população é frequentemente vacinada e os serviços de saúde possuem estrutura e qualidade para atender a sociedade", explica Eugênio.


Em 2008, o Estado recebeu 3 milhões de doses contra a febre amarela, quantidade suficiente para imunizar o triplo da população sul-mato-grossense. No ano passado, foram registrados oito casos de febre amarela em Mato Grosso do Sul, com duas mortes.


Em uma delas, a vítima era paraguaia e trabalhava em área rural de Aral Moreira. No segundo caso, a pessoa vinha de fora do Estado para Maracaju, e também não havia sido imunizada.


"É importante salientar que as pessoas precisam estar com a vacina em dia. Para quem vai para regiões de mata, como acampamentos e pescarias, devem tomar a vacina como prevenção. Outro fator importante é que a febre amarela não se desenvolve na cidade, sendo que todos os casos noticiados são de febre amarela silvestre", alerta o diretor de vigilância.


Também em 2008, vários casos foram confirmados em Goiás, o que pode ser considerado como epidemia. Na maior parte das ocorrências, as pessoas tiveram contato com macacos, que hospedavam o vírus da febre amarela.


A febre amarela silvestre é transmitida pelas fêmeas dos mosquitos heamagogus e sabethes, que vivem somente dentro das matas, aos macacos, considerados hospedeiros naturais do vírus. Os insetos fazem o vírus circular entre os macacos.


Uma dúvida frequente é sobre os sintomas da doença, que se confundem com os da dengue hemorrágica, por conta de ser o mesmo vetor (o mosquito Aedes Aegypti) o responsável pela febre amarela urbana, que não tem casos noticiados no Brasil desde 1942.


Acometida por febre amarela, a pessoa pode sentir febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, amarelamento da pele e olhos e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).


Atualmente, a SES dispõe de 800 mil doses para aplicação imediata. Todos os centros de saúde do Estado estão habilitados a ministrar doses contra a febre amarela. A vacina tem validade de 10 anos, e pode ser aplicada a partir dos 9 meses de idade. Para quem for viajar, a dose deve ser ministrada 10 dias antes da viagem.

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