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Cássia Kiss interpreta mãe em conflito em Paraíso

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Cássia Kiss pede "um minutinho" na entrevista: "Não, filho, sorvete só amanhã. Hoje você pode comer açaí". De novo, "só um segundinho". "Acabou a lição? Você não vai colorir? Quer que a mamãe veja?".


Pouco antes, a atriz, 51, que tem quatro filhos pequenos --o caçula, de quase cinco anos, ainda mama no peito--, falava à Folha sobre o fato de viver neste momento, além da vida real, o papel de outras três mães.


Na TV, será Mariana, que tenta transformar em santa a filha, mocinha da novela "Paraíso", de Benedito Ruy Barbosa, no ar a partir de segunda na Globo.


No cinema, em "A Festa da Menina Morta", de Matheus Nachtergaele, com estreia prevista para junho, é mãe de Santinho (Daniel de Oliveira), para quem aparece anos após se matar.


No teatro, faz Amanda, que lida com a timidez patológica da filha, em "Zoológico de Vidro" (texto de Tennessee Williams), cuja turnê pelo país se inicia neste mês, após temporada de sucesso em São Paulo.


São três mães em conflito. "Maternidade é conflito. É uma encrenca. Maravilhosa, mas encrenca, o maior problema que se pode encontrar na vida. Para quem gosta de crise _e vamos combinar que a gente não vive sem isso--, um problema de verdade é filho", diz Cássia.


Ela é figura frequente de reportagens no Dia das Mães, porque tem quatro filhos, porque teve dois após os 40 anos, porque defende a amamentação ("Meu caçula, que vai fazer cinco, uma vez por semana diz 'Quero peitinho'. Mama dez segundos e sai. É puro afeto").


Já declarou ter se curado de uma bulimia com o nascimento de seu primeiro filho, hoje com 12 anos. "Precisava de um problema desse tamanho para viver bem", comenta ela, que já teve transtorno bipolar.


"Hoje tenho sete problemas. Além dos meus quatro, tem os dois filhos adultos do meu marido, que são maravilhosos, e a filha da minha cozinheira."


Para a atriz, "deveria ser proibido ter um filho só". "A partir do segundo você foca o que interessa. Quando nasceu meu quarto, não tinha nem enxoval. Falei: 'Enrola em um lençol e acabou'. É simples."


Ela é casada com um psicanalista, João Baptista Magro, 57. "É ótimo. De madrugada, digo que estou sem sono, e ele fala: 'Então vamos conversar'."

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