Atletas também buscam formas menos invasivas de usar o frio como tratamento.
A técnica é bastante usada por aqueles que exigem muito da musculatura. "A ideia é causar um resfriamento da área e vasoconstrição. Também diminui as microlesões e provoca sensação de alívio, pois o gelo dá uma anestesiada na região", diz Daniel Portella, fisiologista do Corinthians.
Ao mergulhar os membros mais exigidos em água com gelo, os vasos sanguíneos se contraem e, no caso de um trauma agudo, esse mecanismo reduz inchaços e inflamações.
O judoca Tiago Camilo, medalhista na Olimpíada de Pequim, também é adepto da técnica. Três vezes por semana, ele faz levantamento de peso para fortalecer a musculatura. Depois, passa cerca de dez minutos em um tonel de gelo, para se recuperar para o próximo treino à noite, de judô.
"Isso me deixa mais disposto. Comecei a fazer um trabalho mais contínuo. Sinto que a musculatura se recupera mais rapidamente e não tenho tanta dor muscular", diz.
Ainda em estudos, pesquisadores de Harvard buscam um novo mecanismo, que chamaram de criolipólise, para facilitar a quebra das células adiposas e eliminar gordura localizada de forma não invasiva. O método foi apresentado no encontro da Academia Americana de Dermatologia.
"Criamos a técnica e, agora, uma empresa desenvolve a tecnologia e realiza diversos testes clínicos", disse à Folha Dieter Manstein, dermatologista da Harvard Medical School.
De acordo com um trabalho publicado na revista "Lasers in Surgery and Medicine", a técnica consiste em resfriar a região a até -7ºC de cinco a 15 minutos. O resfriamento causaria uma paniculite (inflamação na gordura subcutânea) e uma posterior perda dessa gordura.
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