A ministra Dilma Rousseff, que trata um câncer linfático e realiza sessões de quimioterapia, diz que não reduzirá seu ritmo de trabalho. Para o oncologista Auro del Giglio, coordenador médico do Programa de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, a quimioterapia não impede as pessoas em tratamento de trabalharem, embora possa fazer com que os pacientes diminuam o ritmo.
De acordo com ele, a tendência é os médicos recomendarem uma avaliação da rotina do trabalho após a medicação. "Usualmente, os pacientes conseguem achar um meio termo. Alguns não trabalham um período de um dado dia, outros não trabalham dois dias, dependendo do quanto a quimioterapia lhe atrapalha", explica.
O especialista diz que a alimentação das pessoas que se submetem a quimioterapia deve ser regrada e os períodos de sono precisam ser adequados. Além de manter seus afazeres, o especialista diz que a atividade física é recomendada para estes pacientes, pois eles costumam ganhar peso devido ao uso de corticóides, que aumentam o apetite.
Outro cuidado que estes pacientes devem ter é em relação a alimentação. "A gente recomenda que os pacientes não comam durante os períodos nos quais as células sanguíneas estão baixas, se a proveniência da comida não é conhecida", comenta.
O médico alerta que, em caso de febre, os pacientes devem entrar em contato imediatamente com seu médico oncologista, pois a elevação da temperatura pode indicar infecção.
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