Médicos que acompanham o menino de 4 anos que engoliu um prego dentro de uma creche em Itapetininga, a 172 km de São Paulo, descartaram na quarta-feira (3) a necessidade de uma cirurgia na criança. Eles continuam acompanhando o paciente e aguardam o prego ser expelido naturalmente pelo corpo do menino.
A mãe ainda está preocupada. "[Estou] perdida, sem saber o que fazer e sem saber que atitude tomar. O que eu posso fazer é esperar, que o médico manda esperar, a gente está esperando", afirmou ela, que não quis se identificar.
O menino fez na quarta-feira (3) a quarta radiografia desde que engoliu o prego. O novo exame mostra que o objeto está mais abaixo no intestino em relação ao feito no dia do incidente.
A evolução do quadro clínico aliviou os médicos do Hospital Regional de Itapetininga. O médico que acompanha o caso afirma que o pior já passou. "A situação dele felizmente é estável. Não existe nada que indique que esta ocorrendo algo que precise tomar alguma medida mais drástica", afirmou Rolando Canido. Segundo ele, a expectativa é que o prego seja eliminado em três dias do corpo do menino.
Na segunda-feira (1º), a criança engoliu um prego de dois centímetros na sala de aula de uma creche municipal. Para a Secretaria de Educação, o fato foi uma fatalidade. A pasta informou que a professora teria usado objetos do tipo para afixar cartazes na sala, e um deles caiu. A prefeitura já encaminhou técnicos para apurar o fato, e se necessário, aplicar as medidas cabíveis aos responsáveis.
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