Um estudo que incluiu 8.762 homens com idades entre 20 e 80 anos, teve como objetivo principal avaliar a relação entre a força muscular e o risco de morte por todas as causas.Os autores do estudo concluíram que a força muscular é inversamente proporcional ao risco de morte.
Os pacientes tiveram a sua força muscular avaliada pelo teste de repetição máxima (movimentos repetitivos de braços e pernas), além de realizarem um teste esforço para quantificar a sua aptidão física.
Os homens foram acompanhados, em média, por 18,9 anos.Neste período ocorreram 503 mortes, sendo 28,8% destas por causas cardiovasculares e 39,6% por câncer. Após ajustes para idade, atividade física, índice de massa corporal (IMC) e hábitos de vida, foi observado uma redução do risco de morte a medida que havia um incremento da força muscular.
Assim, no grupo de homens com a maior desempenho muscular observou-se uma redução de 23% no risco relativo de mortes por todas as causas, 23% de mortes cardiovasculares e 32% de mortes por câncer.
Este padrão de associação permaneceu consistente após o ajuste para a capacidade aeróbica, avaliada pelo teste de esforço.Os autores do estudo concluíram que a força muscular é inversamente e independentemente associada com mortes por todas as causas e por câncer em homens.
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