Hoje (20) é o "Dia D" da primeira fase da campanha Nacional de Vacinação Infantil. Pais ou responsáveis pelas crianças menores de cinco anos devem procurar os postos de Saúde ou as unidades volantes para que elas sejam imunizadas contra a poliomielite.
Este ano, a campanha do Ministério da Saúde traz como slogan "Não dá pra vacilar. Tem que vacinar". A expectativa é imunizar 14.720.095 - ou 95% das crianças na faixa etária da campanha - com o objetivo de manter o Brasil na condição de país certificado internacionalmente para a erradicação da poliomielite.
Na primeira etapa da campanha estarão disponíveis aos pais ou responsáveis no país aproximadamente 115 mil postos de vacinação, com o envolvimento de cerca de 350 mil pessoas e a utilização de cerca de 42 mil veículos (terrestre, marítimos e fluviais).
A segunda etapa da campanha será dia 22 de agosto e terá o slogan, "Não dá pra vacilar. Mais uma vez, tem que vacinar.". O Governo Federal está investindo nas duas fases da campanha um total de R$ 35.102.007,00.
Estado
Em Mato Grosso do Sul cinco mil pessoas estarão envolvidas na campanha e 2,5 mil postos de vacinação - entre volantes e fixos - serão disponibilizados à população. O Estado tem 202.609 crianças menores de cinco anos de idade, para alcançar a meta de 95% de imunização precisa vacinar 192.478.
A doença
A poliomielite é uma infecção transmitida por meio do contato com um portador da pólio ou então com fezes humanas. Os principais sintomas são: febre, mal-estar, dor-de-cabeça e em alguns casos paralisia flácida (incapacidade de mexer os membros). Para esta doença não existe tratamento, apenas a vacina garante a imunização.
A vacina
A vacina é trivalente, ou seja, contém uma suspensão dos vírus da poliomielite atenuados dos tipos 1, 2 e 3 (cepas Sabin). A eficácia da vacina fica em torno de 90% a 95%, conferindo proteção contra os três tipos de poliovírus já após a primeira dose. Para uma longa imunidade, frente aos três tipos de poliovírus, faz-se necessária a série completa do esquema básico, ou seja, três doses. Assim, praticamente 100% dos vacinados terão proteção garantida.
Até o momento, não existe contraindicações absolutas à administração da vacina oral contra a poliomielite, contudo, ela deve ser evitada nas seguintes situações:
crianças portadoras de infecções agudas, com febre acima de 38º C;
crianças com hipersensibilidade conhecida a algum componente da vacina, a exemplo da estreptomicina ou eritromicina;
crianças que, no passado, tenham apresentado qualquer reação anormal a esta vacina;
crianças imunologicamente deficientes devido a tratamento com imunossupressores ou de outra forma adquirida ou com deficiência imunológica congênita.
Também não deve ser administrada em crianças submetidas a tratamento com corticosteróide, antimetabólicos, radiação ou a qualquer terapia imunossupressora.
Atualmente ainda há risco de reintrodução dos poliovírus selvagens no Brasil devido à possibilidade de importação de casos provenientes de países endêmicos, ou pela ocorrência de surtos devido à circulação do poliovírus derivado vacinal (PVDV) em áreas de baixas coberturas vacinais com a vacina oral contra a poliomielite (VOP).
Dados da Organização Mundial de Saúde, referentes ao período de 2000 a maio de 2009, demonstram que 19 países no mundo ainda registram casos de poliomielite, com variação de 483 casos (2001) a 1997 casos em (2006) sendo quatro desses países considerados pólio-endêmicos: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão e em 15 países devido à importação: Sudão, Uganda, Kenia, Benin, Angola, Togo, Burkina Faso, Niger, Mali, República da África Central, Chad, Cote d"Ivoire, Ghana, Nepal, República Dominicana do Congo.
O panorama atual da doença aponta que no ano de 2008 foram registrados 1.660 casos e, nos países não endêmicos houve um aumento considerável de casos em 2009 (até 20 de maio) se comparados ao mesmo período em 2008, elevando-se de 21 para 118 casos.
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