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Obesidade é um fator de risco para complicações da gripe H1N1

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A obesidade, em todas as idades e classes sociais é um grave fator de risco para a saúde, tanto em nível público como individual.As agencias de saúde do mundo todo assumem que prevenir e combater a epidemia de obesidade é uma grande prioridade para melhorar a qualidade e a quantidade de vida da população.


Com o surgimento do vírus da gripe H1N1, e com o risco dessa pandemia resultar num desastre global, como foi a gripe Espanhola, no início do século XX, atualmente esse é o tema vem ocupando a atenção prioritária das autoridades de saúde de todos os países.


Sobrepondo as duas preocupações, o CDC (Central of Disease Control Atlanta - EUA) relatou uma possível ligação entre obesidade e a gravidade dos casos da chamada gripe suína.Essa patologia é causada pelo vírus H1N1, e sua prevalência está sendo notada especialmente entre estudantes e pessoas jovens. Quando esses pacientes gozam de boa nutrição e saúde, a doença costuma evoluir de forma benigna, com a evolução clínica bastante semelhante às gripes que todos conhecemos.


Pessoas com doenças cardíacas, diabetes e deficiências imunológicas são apontadas com passíveis de apresentar um risco para complicações clínicas mais elevadas do que a população em geral. Mulheres grávidas também fazem parte desse grupo de risco. 


Durante o mês de maio de 2009 o CDC fez uma pesquisa entre os pacientes hospitalizados com a gripe suína na Califórnia e concluiu que a obesidade também estava entre os fatores de risco importantes, que elevam as chances de pessoas com essa gripe apresentarem complicações médicas mais graves.


A epidemiologista do CDC responsável por esse estudo, Anne Shuchat, declarou ao conceituado jornal americano Washington Post, que ficou surpresa com a quantidade de pacientes obesos entre o número dos casos considerados como graves, dessa doença.


Como conseqüência desse resultado, o CDC está considerando a idéia de que pessoas obesas deveriam ser acrescentadas aos grupos de risco que teriam prioridade para receber a imunização contra o vírus H1N1, caso essa vacina venha a estar disponível nos Estados Unidos em algum momento.


Estudos sobre a gripe suína que acompanharam mulheres grávidas concluíram que elas têm um risco elevado para complicações sérias, particularmente no período final da gestação. A explicação fisiológica para esse fenômeno é que com o crescimento fetal, o fundo do útero comprime as bases pulmonares. Essa compressão resulta em dificuldade de inspirar profundamente e também para tossir de forma a eliminar as secreções brônquicas. Além disso, o crescimento do útero sabidamente bloqueia o retorno venoso, alterando a circulação sanguínea no tórax por compressão na veia cava inferior.


É bem pertinente especular que as mesmas alterações possam ocorrer em indivíduos com excesso de gordura intra-abdominal. Somados às outras complicações médicas que esses pacientes apresentam como a síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e apnéia do sono, todas acabam concorrendo para que as pessoas obesas figurem no grupo de risco elevado para gripe H1N1.

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