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Medicamentos para AIDS associam-se a maior risco cardiovascular, aponta estudo brasileiro

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A AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (sigla do inglês: Acquired Immune Deficiency Syndrome) se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, o HIV (sigla do inglês - Human Immunodeficiency Vírus).  Esta doença compromete o sistema imunológico propiciando o aparecimento de infecções e tumores. Um recente estudo brasileiro sugere que os medicamentos para AIDS associam-se a maior risco cardiovascular.


Desde o advento da AIDS, a terapia para combater o HIV (terapia antiretroviral) desenvolveu-se significantemente, incluindo a terapia antiretroviral altamente ativa (HAART) e a doença adquiriu uma característica crônica. Entretanto, após a introdução da HAART, várias alterações do metabolimso foram observadas, principalmente relacionadas com as gorduras circulante no sangue, como colesterol.


Um estudo teve como objetivo avaliar e comparar os níveis de gordura no sangue, risco cardiovascular, e descrever a prevalência da síndrome metabólica em pacientes com AIDS tratados ou não com HAART. A síndrome metabólica ocorre quando os indivíduos são portadores de três ou mais dos seguintes critérios: obesidade abdominal (medida ao nível médio do abdômen: cintura maior que 94 cm em homens e maior 80 cm em mulheres), triglicerídeos elevados (maior 150 mg/dL), HDL colesterol baixo (menor que 40 mg/dL em homens e menor que 50 mg/dL em mulheres), elevação da pressão arterial (maior que 130/85 mmHg) e da glicemia de jejum (maior que 100mg/dL, podendo chegar até um nível de diabete melito).


Durante um período de 18 meses, 319 pacientes com AIDS tratados em ambulatórios na cidade de São Paulo, foram selecionados. A amostra final incluiu 215 pacientes tratados com HAART e 69 pacientes virgens de tratamento com HAART. A idade média era 39,5 anos, e 60,9% eram do sexo masculino. Os principais fatores de risco cardiovascular eram o fumo (27%), hipertensão arterial (18%) e histórico familiar de aterosclerose (40%). Os valores médios de colesterol total, HDL-colesterol, triglicérides e glicose foram mais altos no grupo HAART do que no grupo não-HAART (205 versus 180 mg/dl, 51 versus 43 mg/dl, 219 versus 164 mg/dl e 101 versus 93 mg/dl, respectivamente).


De acordo com o escore de risco de Framingham, o risco cardiovascular era moderado a alto em 11% dos pacientes tratados com HAART e apenas 4% dos pacientes não-HAART. A síndrome metabólica foi observada em 13% e 12% dos pacientes, respectivamente, com e sem HAART.

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