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Otimismo pode diminuir riscos de morte em mulheres

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O otimismo não torna apenas as pessoas mais confiantes e agradáveis. Também colabora com a saúde, de acordo com uma pesquisa americana relatada na revista Circulation, da Associação Americana do Coração. As mulheres que pensam positivo têm menor risco de desenvolver doenças cardíacas e de morrer de outras patologias em comparação com as pessimistas.


A equipe estudou 97.253 participantes do sexo feminino após a menopausa (sendo 89.259 brancas e 7.994 negras), de 50 a 79 anos. No início do trabalho, nenhuma tinha câncer e doenças cardiovasculares. Elas responderam a um questionário e foram categorizadas em quatro grupos, sendo consideradas otimistas as que obtiveram 26 pontos ou mais e, pessimistas, as com 22 ou menos.


As mulheres que acreditam em acontecimentos bons, em comparação com as negativistas, tiveram 9% menos chances de apresentar problemas cardíacos. A possibilidade de morrer de qualquer outra causa durante os mais de oito anos de acompanhamento se mostrou 14% menor.


As otimistas também se mostraram menos propensas a ter diabetes, pressão arterial alta, colesterol elevado, sintomas depressivos, fumar, ser sedentária ou apresentar índice de massa corporal elevado. Enquanto isso, quem cultivava pensamentos hostis ou de desconfiança estava 16% mais sujeita a morrer no período de análise, apesar de o risco de sofrer doenças cardíacas não ser alterado.


"Antes de nosso trabalho, as mais fortes evidências ligando otimismo e todas as causas de mortalidade foram de um grupo holandês, mostrando uma associação mais pronunciada nos homens. A maioria das evidências sugere que sustentar altos graus de negatividade é perigoso para a saúde", disse a principal autora do estudo e professora assistente da Universidade de Pittsburgh, Hilary Tindle, ao site Science Daily.


Outros números


A associação entre otimismo e morte contou com números diferentes entre os grupos de mulheres brancas e negras. O risco das afroamericanas otimistas foi 33% menor em comparação com as pessimistas. As pessoas brancas e de bem com a vida obtiveram 13% menos risco do que quem pensa negativo.


Os estudiosos constataram que as otimistas normalmente eram mais jovens, viviam no Oeste dos Estados Unidos, tinham renda e educação alta, trabalhavam, contavam com seguro de vida e frequentavam atividades religiosas ao menos uma vez por semana.


"Esse estudo é um bom trampolim para futuras pesquisas na área, tanto para descobrir os mecanismos potenciais de como atitudes podem afetar a saúde, quanto para ensaios com o objetivo de examinar se as atitudes podem ser alteradas para melhorar a saúde", disse Tindle.

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