Homens de verdade não pedem informações. Agora, pesquisadores afirmam que a relutância em pedir ajuda pode não significar apenas que eles fiquem perdidos. Isso também pode prejudicar sua saúde.
Indivíduos que defendem veementemente ideias antigas sobre masculinidade - acreditando que o homem ideal é do tipo forte e calado, que não reclama de dor - tiveram metade da probabilidade de buscar cuidados preventivos com a saúde, como exames anuais, em relação a outros homens, descobriu o estudo.
Mesmo homens com um alto nível de instrução, um fator fortemente associado com uma melhor assistência médica, e geralmente indicador de uma vida longa, tiveram menos probabilidade de buscar cuidados preventivos, caso fossem defensores veementes do conceito de "homem macho", afirmou Kristen W. Springer, principal investigadora do estudo e professora assistente de sociologia da Rutgers.
"É irônico que a crença no arquétipo da masculinidade - a ideia de que homens de verdade não ficam doentes e não precisam de médico, e que homens de verdade não são vulneráveis - está, de fato, fazendo com que eles fiquem doentes", disse Springer. "Esses estereótipos e ideias são, na verdade, um motivo pelo qual eles ficam doentes".
O estudo pode explicar a diferença de longevidade entre os gêneros - as mulheres vivem mais que os homens, cerca de cinco anos, disse Springer.
As descobertas, realizadas a partir de um amplo estudo, realizado com cerca de mil homens de meia-idade que se formaram nas escolas de Wisconsin, em 1957, foram apresentadas numa reunião da Associação Sociológica Americana, em São Francisco.
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