Um site divulgado pela LiveScience.com nesta quinta-feira (27) calcula as chances de uma pessoa morrer no ano seguinte ou em qualquer período selecionado pelo curioso mórbido. O cálculo é feito com base em poucas informações cedidas pelo usuário. A ferramenta, DeathRiskRankings.com, é fruto da imaginação fértil de pesquisadores e estudantes da Carnegie Mellon University, nos Estados Unidos. Está sendo "vendido" como um oráculo pessoal on-line que vai decretar quando você vai bater as botas, mas, na verdade, não é nada disso.
As respostas são alicerçadas em dados públicos dos Estados Unidos e da Europa, comparando riscos de mortalidade por sexo, idade, região geográfica, e assim vai. Com suas informações, o sistema palpita sobre as causas prováveis de seu falecimento e indica quando o inevitável enfim vai acontecer. Um exemplo: o site pode comparar os riscos de uma mulher de 54 anos de idade da Pensilvânia morrer ano que vem por câncer de mama com os riscos de uma senhora com a mesma idade no Reino Unido. Perceba, porém, que não é nada pessoal. Puxa um perfil demográfico e devolve com as informações estatísticas disponíveis. É só isso.
"A britânica tem um risco 33% maior de morrer de câncer de mama. Mas, se o caso for de câncer de pulmão ou garganta, o resultado se inverte, e a senhora da Pensilvânia tem um risco 29% maior", diz Paul Fischbeck, desenvolvedor do site e professor da Carnegie Mellon.
O sistema também chegou à genial conclusão de que o risco de morrer cresce na medida em que uma pessoa envelhece. Vamos aos números: uma americana de 20 anos de idade tem uma chance de 1 para 2.000 de morrer ano que vem. Com 40 anos, o risco fica três vezes maior. Quando chega aos 60, como era de se esperar, o risco é 16 vezes superior. Aos 80 (é preciso se conformar com isso, minha senhora), o risco é nada menos que 100 vezes maior. Para ver o lado positivo da coisa: uma velhinha da Pensilvânia, quando chega aos 80 anos, ainda tem 95% de chance de fazer 81.
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