Terapia psicológica é uma ótima aliada para pacientes recém-diagnosticadas com câncer de mama e que apresentam sintomas de depressão. Engana-se quem pensa que o motivo é apenas aliviar a esse problema. Também reduz os indicadores de inflamação no sangue, de acordo com um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos.
"A inflamação é considerada um fator de promoção do câncer, e a depressão e a inflamação predizem o aumento do risco de morte pela doença. Antes, nós sabíamos que a inflamação estava associada aos sintomas de depressão entre pacientes com câncer e que ambos são problemáticos, mas não sabíamos que tratar a depressão afetaria a inflamação", disse a coautora da pesquisa, Barbara Andersen, ao site Science Daily.
Para chegar a essa conclusão, os profissionais acompanharam 45 pessoas e as dividiram em dois grupos, sendo que apenas as de um deles receberam intervenções psicológicas. As sessões reuniam de oito a 12 pacientes e dois psicólogos, e foram realizadas semanalmente por quatro meses e, mensalmente, por oito meses.
Todos os participantes contaram com avaliações, que consistiam em entrevistas pessoais e questionários para avaliar humor, fadiga, estado de saúde e a influência da dor sobre a qualidade de vida. Os níveis de inflamação foram analisados por meio de amostras de sangue.
Ao final da pesquisa, que levou um ano, quem participou da terapia apresentou diminuições significativas nos sintomas de depressão, fadiga, dor e nos marcadores de inflamação. Os participantes do grupo de controle (sem terapia) não mostraram melhoras.
"Ansiedade ou sintomas significativos de depressão normalmente não são reconhecidos e podem até ser banalizados como uma 'resposta normal' ao câncer. Entretanto, aqueles com depressão precisam de tratamento, que pode demorar meses."
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