Um estudo clínico realizado pela Universidade de Miami, nos EUA, sugere que é possível usar células-tronco para reparar danos causados pelo ataque cardíaco. Segundo os autores, essas células retiradas da medula óssea se ligariam às partes danificadas do coração e emitiriam sinais que ajudam o corpo a reparar a lesão. E há evidências, em estudos com animais, de que as células-tronco enxertariam o coração ajudando a substituir as células mortas por novas células vivas.
De acordo com os autores do novo estudo, os pacientes tratados com células-tronco tiveram "significativa melhora no coração, pulmão e na função global". "A ecocardiografia mostrou melhora na função cardíaca, particularmente naqueles pacientes com maior quantidade de danos cardíacos", destacou o cardiologista Joshua M. Hare, líder do estudo.
O estudo envolveu 53 pacientes tratados dentro dos primeiros dez dias após o primeiro infarto. Um quarto deles recebeu infusões de placebo, enquanto os outros receberam várias doses intravenosas de células-tronco colhidas de um único doador saudável e cultivadas em laboratório. E o tratamento se mostrou seguro - apresentando menos efeitos adversos do que o placebo -, e eficaz, na medida em que ajudou a reparar os danos causados pelo infarto.
Destacando que os resultados desse estudo são apenas o primeiro passo, o pesquisador Marc S. Penn, da Clínica Cleveland ressaltou a importância da pesquisa. "Muitas questões permanecem, mas há uma excitação em relação sobre o que o futuro guarda com relação aos avanços nesse campo", escreveu, em editorial da edição de dezembro do Journal of the American College of Cardiology.
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