O goleiro Bruno Fernandes passou mal e desmaiou por volta de 10h45 desta quarta-feira, pouco antes da audiência que deve ouvir 21 testemunhas no processo que corre em Contagem (MG) contra o jogador. Ele responde pelos crimes de homicídio, sequestro, cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menores.
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a suspeita é que Bruno tenha tido uma crise convulsiva. Ele foi levado para a Policlínica Geral de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.
O advogado de Bruno, Ércio Quaresma, chegou a pedir que a audiência fosse interrompida, mas o TJ decidiu manter o interrogatório das testemunhas, que acontece no Fórum de Ribeirão das Neves.
Prevista para as 10h, a audiência começou com atrasada, por volta de 11h, logo após o goleiro ser socorrido.
Nesta terça-feira (5), o goleiro já tinha passado mal no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, onde está preso. Ele sentiu dores de cabeça e vomitou.
Inicialmente, foi atendido na enfermaria do presídio, mas em seguida foi encaminhado para uma clínica, onde teve a pressão aferida e tomou soro.
Segundo a Subsecretaria de Administração Prisional, ele retornou para a unidade prisional, já passando bem.
O desmaio na audiência desta quarta é a terceira vez que Bruno é encaminhado para o hospital desde que foi preso.
No último dia 23, ele recebeu atendimento no Hospital Socor, após se queixar de dores e problemas para dormir. Ele também foi avaliado por conter remédios controlados, sem receita médica.
Audiência
Na audiência desta quarta serão ouvidas duas testemunhas de acusação, três de acusação e de defesa e 16 testemunhas de defesa. Depois de ouvir todas as testemunhas e os oito réus do processo, a Justiça decide se os acusados serão julgados no Tribunal do Júri, ou em uma Vara Criminal.
Para os próximos dias estão marcados mais três interrogatórios, todos eles em Contagem (MG), previstos para começar às 8h. No próximo dia 8, a Justiça ouve cerca de cinco pessoas, dentre elas o adolescente primo do goleiro. No dia 13 de outubro está marcada uma audiência para ouvir cerca de 20 pessoas. No dia 14, a Justiça deve ouvir o goleiro Bruno e os outros réus no processo.
A defesa do goleiro chegou a pedir que fosse suspenso o processo contra Bruno que corre em Contagem. A defesa afirma que a comarca não tem competência para julgar o caso, uma vez que o "pretenso assassinato" teria ocorrido na casa de Marcos Aparecido de Souza, conhecido como Bola, em Vespasiano (MG).
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou o pedido de suspensão do processo. A decisão ainda é provisória. O mérito do pedido ainda será julgado, mas a data ainda não foi determinada.
Bruno foi denunciado pelo suposto assassinato de sua ex-amante Eliza Samudio, que afirmava ter tido um filho do jogador. A jovem Eliza foi vista pela última vez em junho. A Polícia Civil de Minas concluiu que ela foi assassinada a mando de Bruno e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão.
Também respondem pelo crime o Bola, Dayanne Souza (mulher de Bruno), Fernanda Gomes Castro (ex-namorada de Bruno), Elenilson Vitor da Silva (administrador do sítio de Bruno), Wemerson Marques de Souza (o Coxinha), Flávio Caetano de Araújo e Sérgio Rosa Sales, o Camelo (primo de Bruno).