Cláudio Valério da Silva, Prefeito do Município de Anastácio, professor, radialista, ex-deputado estadual, nascido na Colônia do Pulador, em Anastácio, tinha como uma de suas paixões, a arte de escrever.
Fã de Fernando Pessoa, era leitor de Jorge de Lima, Jorge Luis Borges, Edgard Allan Poe, Manuel de Barros, João Cabral de Melo, Drummond e Manuel Bandeira, capta deste último a mensagem que diz: “O aeroporto nos dá, todas as manhãs, lições de partida. E ficar não é ter ousadia de provar”.
O Poeta Cláudio Valério, entendendo a mensagem de João Cabral, é cidadão que acredita não se tecer sozinho o amanhã.
Confira baixo, uma de suas poesias mais conhecidas, que está inserida no livre “Janelas”, publicado em 1998 pela Editora Ruy Barbosa:
Imortalidade
Não quero ser lembrado pelo que fiz.
Mas, pelo que deixei de fazer.
Pois só assim tenho certeza:
Não serei esquecido.
O homem faz sempre ao contrário da lógica.
O que fiz foi quase nada.
O que deixei de fazer – quase tudo.
Aliás, neste mundo, nada se faz.
A não ser, o não-fazer.