A manhã do dia 22 foi esfumaçada. . . tempo nublado... também muito triste. No plenário da Câmara de Anastácio a presença de muitas pessoas que foram levar as despedidas ao grande anastaciano Cláudio Valério.
Cânticos, poesia, orações, musica. . . a tristeza sempre maior acompanhada de lágrimas e consolo à dona Severina, e toda família. A filha Ana Cláudia declamou em ambiente de forte emoção, uma das poesias de que Cláudio mais gostava – “Maria Costa”.
Com muito respeito, por volta das 8:10h desta sexta-feira, 22, o corpo foi retirado do plenário da Câmara, passou pela Banda Aglay Trindade que entoava acordes do “Luar do Sertão” e em meio a flores foi colocado em um caminhão do Corpo de Bombeiros que saiu devagarinho pela rua João Leite Ribeiro. Pela última vez o corpo do prefeito Cláudio Valério passou em frente ao Paço Municipal que ele construiu e trabalhou ali como ninguém . . . Depois o cortejo – carros, motos e bicicletas, seguiu pela Avenida Manoel Murtinho, cruzou a BR 262, a ponte do Taquarussu em direção ao cemitério São Pedro, do Pulador onde estão sepultados também familiares de Cláudio Valério e onde ele, em vida, manifestou o desejo de ser ali enterrado.
No cemitério onde estavam diversas pessoas o corpo foi recebido com uma salva de tiros, homenagem da Policia Militar, de quem recentemente Cláudio Valério recebeu a mais alta condecoração.
Depois o caixão foi aberto para que os moradores da Colônia Pulador onde nasceu Valério, pudessem se despedir do grande anastaciano. Dezenas de pessoas se emocionaram ao dar o último adeus. . .
Nesse clima o caixão voltou a ser fechado e em seguida sepultado em meio a lágrimas de emoção.
O relógio marcava 9:56 quando tudo acabou. No silêncio do cemitério São Pedro, estava sepultado “sob a terra arenosa do Pulador”, o corpo de Cláudio Valério “que, em vida, acreditou ser mais forte que a dor do amor.”