A ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes, Dayanne Souza, será a primeira acusada de envolvimento no desaparecimento e possível morte de Eliza Samudio a ser ouvida nesta segunda-feira em audiência realizada em Contagem, em Minas. Ao todo, os nove acusados deverão ser ouvidos até a próxima quarta-feira.
No início da audiência de hoje, por volta das 9h30, a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues determinou que após Dayanne devem ser ouvidos ainda hoje, Elenilson Vitor da Silva (administrador do sítio de Bruno), Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza (o Coxinha) e Sérgio Rosa Sales, o Camelo (primo de Bruno), respectivamente.
Sales é o único dos réus que falou sobre o suposto crime à polícia e sobre o que viu no sítio do goleiro. Apesar disso, ele disse na semana passada que foi torturado e ameaçado pela polícia e que mentiu em depoimentos sobre a permanência de Eliza, no sítio do jogador, em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Eliza Samudio afirmava ter tido um filho de Bruno, o que teria motivado o crime, segundo a polícia. A jovem foi vista pela última vez em junho. A Polícia Civil de Minas concluiu que ela foi assassinada a mando de Bruno e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão. O jogador responde pelos crimes de homicídio, sequestro, cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menores.
Em um depoimento em julho, Sales havia dito à polícia que a jovem foi mantida em cativeiro no sítio de Bruno, e que o goleiro estava na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, quando Eliza foi supostamente morta por Santos.
A mãe de Eliza, Sonia de Moura, acompanha a audiência que ocorre hoje.