A chuva deu uma pequena trégua na manhã deste sábado (05), mas as marcas da enchente não irão desaparecer tão cedo. Essa é a opinião da jovem manicure Rebeca Lopes Amorim, que mora na Rua Manoel Aureliano da Costa, uma das áreas mais afetadas com a enchente, em Aquidauana.
"Está tudo inundado, a água do Rio Aquidauana ultrapassou o portão da nossa casa. Desta vez, foi até lá dentro, nós ficamos muito preocupados", relatou Rebeca, que mora com Nilza (irmã), Romeu (cunhado) e Shara (sobrinha).
Segundo ela, a família contabilizou muitos prejuízos materiais com a enchente. Foram danificados dois guarda-roupas, um armário, uma mesa e vários outros pertences.
Quando o nível do Rio Aquidauana começou a subir muito, a manicure foi, juntamente com a irmã, o cunhado e a sobrinha, para a casa de um amigo, que mora na Rua Augusto Mascarenhas, nas proximidades do Parque Municipal do Pirizal. Lá, enfrentou uma situação que estava longe de ser nova para ela. "Alguns dias depois, a casa dele também alagou com a enchente", disse.
Então, Rebeca acabou voltando para a casa dela, que estava ainda mais alagada. A manicure diz que preferiu não deixar mais o local, sob o risco de que mais objetos fossem perdidos. "Quando voltamos, percebemos que mais objetos foram danificados. E nós não temos como tirar muitos desses objetos da casa, para onde vamos mandá-los? É uma questão de apego e confiança, essa é a razão pela qual temos de continuar no local", explicou.
Uma pessoa de muita confiança da manicure é mãe dela. Com isso, o problema dos objetos estaria resolvido, não fosse o fato de que Rebeca mora ao lado da casa da mãe. "Posso dizer que a casa dela ficou tão alagada quanto a minha. Todos nós sofremos prejuízos".
A jovem diz que conhece muitas pessoas com problema igual, como é o caso da outra vizinha dela, Janete, que também mora numa residência onde a água ultrapassou o muro e trouxe perdas materiais.
"Não há outro jeito. Só nos resta torcer para que essas chuvas acabem logo", finalizou.