As águas de março não acabaram. Lembra-nos canção de Elis Regina que elas “fecham o verão”. Mas, pelo menos as últimas, que podem neste sentido ser as primeiras, começam a baixar. Dos dois lados do Rio Aquidauana, quando ele atravessa Aquidauana e Anastácio, é certo que os próximos dias serão de desalento para aqueles que tiveram que deixar as pressas as suas casas.
“Acho que é hora de se repensar muita coisa por aqui”, observa desolado um dos muitos cidadãos que esteve no final de semana nas imediações da Igreja Matriz, para contemplar os estragos efetuados pelo Rio. Outro que como o primeiro não deseja revelar o nome diz que a população precisa assumir como uma bandeira o despovoamento das áreas historicamente mais críticas.
Nas últimas horas o prefeito Fauzi Suleiman continuou seu trabalho de percorrer a área, conversar com os desabrigados e reiterou que o governo municipal vai iniciar a construção de 100 a 150 casas para facilitar o processo evacuação definitiva de algumas famílias que moram nas proximidades do Rio.
Entre os curiosos que se avolumaram nas duas margens do Rio, em Aquidauana e Anastácio, o medo é de que as águas voltem. Como março é um mês tradicionalmente de muita chuva, a hipótese não está descartada. A Defesa Civil, consciente deste rito da natureza, está atenta e mantém o estado de alerta em relação aos cuidados que a população precisa tomar.
SEGURANÇA PÚBLICA
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