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Hora do Planeta

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Campo Grande, assim como outras 19 capitais brasileiras, particpou oficialmente do evento mundial Hora do Planeta, na noite do sábado (26). A ação, que protesta contra as causas do aquecimento global, propõe que as pessoas fiquem durante 60 minutos com todas as luzes apagadas. Na capital de Mato Grosso do Sul, além de prédios oficiais da Prefeitura, monumentos, parques e a Feira Central ficaram no escuro.

O evento oficial aconteceu na Praça do Rádio Clube e contou com apresentações de rodas de capoeira, da bateria de uma escola de samba e da Banda Municipal. A praça foi iluminada por tochas e fogueiras, gerando um clima nostálgico, segundo os participantes. Também foram desligadas as luzes do Horto Florestal, dos parques Jacques da Luz, Tarsila do Amaral, Belmar Fidalgo e Elias Gadia.

No total, 123 cidades brasileiras, mais de 1.948 empresas e organizações e milhares de residências adediram à Hora do Planeta 2011. Segundo a ong WWF Brasil, a participação no país foi recorde desde que o evento tem uma versão brasileiro, há três anos. Em 2009, foram 113 cidades, e, em 2010, apenas 98 municípios.

"A participação de pessoas, organizações e governos na Hora do Planeta é um gesto concreto em direção à sustentabilidade. Significa que todos estão preocupados e atentos ao aquecimento global e que queremos fazer a nossa parte pelo direito de nossos filhos e netos herdarem um planeta habitável", afirmou Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.

Por todo o Brasil houve mobilização e a Hora do Planeta produziu imagens inusitadas, com cidades grandes menos iluminadas, monumentos famosos vistos apenas com a luz da noite e mais estrelas visíveis por causa da diminuição na luminosidade das cidades que chegou a ser percebida durante os 60 minutos.

Nos Arcos da Lapa, um dos monumentos que teve as luzes apagadas durante a Hora do Planeta na cidade do Rio de Janeiro (RJ), cerca de 3,5 mil pessoas sambaram ao som das escolas de samba Mangueira, Portela, União da Ilha e Grande Rio.

Pontualmente às 20h30, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o secretário estadual de Meio Ambiente, Carlos Minc, desligaram um "grande interruptor", cortando a iluminação do Cristo Redentor, da orla de Copacabana, do Arpoador, do Pão de Açúcar, da Igreja da Penha, do Castelinho da Fiocruz, do Monumento aos Pracinhas, do Jockey Clube e, é claro, dos Arcos da Lapa.

"Hoje, o Brasil está se juntando a mais de cem países no mundo para mostrar a necessidade de cuidar do planeta. A proteção do meio ambiente é vida e o povo brasileiro pode modificar a realidade atual de degradação. Depende de vocês e de todos nós", disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Em Brasília, o evento oficial aconteceu no Museu da República. De lá, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti, desligaram um interruptor, simbolizando o apagar das luzes da cidade. O movimento desligou a iluminação da Esplanada dos Ministérios, assim como a de monumentos como o Palácio do Buriti e Anexo, Memorial JK, Teatro Nacional, Catedral, Museu do Índio, Complexo Cultural da República e Ponte JK.
 

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