De acordo com um estudo realizado pelo Sismonpan (Sistema de Monitoramento do Pantanal), tecnologia recém-disponibilizada pela Embrapa Pantanal, quando a cheia deste chegar ao máximo previsto pela régua de Ladário, a área inundada no Pantanal pode atingir mais de 35 mil km², ou seja, uma área superior ao Estado de Alagoas, que, segundo o IBGE, tem 27.767 km².
Todos os anos, o Pantanal convive com os chamados pulsos de inundação. Em determinada época do ano, a planície fica inundada e, em outra, seca.
Em função desse ciclo, a pecuária - principal atividade econômica da região - teve que se adaptar à natureza. Na época de enchente, às vezes, é necessário deslocar o gado das áreas mais baixas para as regiões mais altas. É uma decisão difícil para o pecuarista, pois, envolve gastos e riscos para o rebanho.
A planície pantaneira tem, aproximadamente, 150 mil km², e o cenário traçado para a cheia atual indica que, quando for registrado o nível máximo do rio Paraguai em Ladário, 23% dessa área estará debaixo d’água. Para chegar a esses resultados, os cálculos consideram dados de geotecnologia, climáticos e hidrológicos, levando em conta um conjunto maior de informações além da régua de Ladário. Essa régua, mantida pela Marinha do Brasil, é utilizada, desde 1900, para acompanhar o nível do rio Paraguai no município.
Neste ano, a Embrapa Pantanal prevê que a cheia do rio Paraguai chegará ao nível máximo de 5,53 metros. Porém, o índice não está contemplado no banco de dados de 2000 a 2009, utilizado pelo Sismonpan.