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Rio Paraguai começa a deixar zona de atenção de cheia

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O nível do rio Paraguai, na régua de Ladário, vem baixando mais de 1 centímetro por dia desde 07 de junho quando iniciou a fase de vazante media 5,36 metros. De lá para cá já foram 37 centímetros e a altura já chegou aos níveis do primeiro semestre deste ano. Nesta segunda-feira, 04 de julho, o rio media 5,25 metros, mesma marca de 1º de maio.
 
Análise do comportamento do rio Paraguai feita pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), ligada ao Ministério das Minas e Energia (MME), prevê que até o final deste mês, o rio esteja abaixo dos 5 metros na centenária régua ladarense, mantida pelo Serviço de Sinalização Náutica do 6º Distrito Naval.
 
Pelas projeções do CPRM, o rio Paraguai deve atingir 4,99 metros até o dia 22 de julho. Para o dia 29 deste mês, a altura deve chegar aos 4,90 metros. De acordo com análises da CPRM, "a estação de Ladário no rio Paraguai vem apresentando valores de cota de nível d'água acima da curva de permanência de 50%. Atualmente, o nível d'água encontra-se em declínio, saindo da Zona de atenção".
 
A propagação das cheias do rio Paraguai se dá ao longo de vários meses do ano, caracterizando o lento escoamento das águas no Pantanal. Isto se deve à complexa combinação das contribuições de cada planície cujas lagoas e baías funcionam como reguladores de vazão, acumulam água e amortecem a elevação do nível, durante o crescimento da cheia, e cede água durante a recessão.
 
Ocorrem enchentes locais em diversas regiões, ao longo do ano, dependendo do regime de chuvas. Na região entre Cáceres e Cuiabá, o trimestre mais chuvoso estende-se de janeiro a março, com ocorrência de níveis d'água elevados em março. Na sub-bacia do rio Miranda, o trimestre mais chuvoso estende-se de dezembro a fevereiro, com ocorrência de níveis elevados em fevereiro. Em Cáceres, as cheias ocorrem entre fevereiro e março, recebendo contribuições intermediárias a jusante, alcançam Corumbá, entre maio e junho, e Porto Murtinho, entre julho e agosto. De Bela Vista do Norte até deixar o território brasileiro, na foz do rio Acha.
 
O rio Paraguai apresenta um hidrograma de enchente muito uniforme, com apenas um pico anual, próximo a Forte Coimbra. A partir daí, podem ocorrer pequenos picos devido a contribuições locais. Toda essa regularidade, de a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais e a lentidão do escoamento, possibilita a previsão de seus níveis d'água com até um mês de antecedência.

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