A primavera ? conhecida como estação das flores - tem início nesta semana (dia 23), às 6h04 de Mato Grosso do Sul, com término no dia 22 de dezembro, às 2h30. Conforme informações da Estação meteorológica da Universidade Anhanguera-Uniderp, historicamente, a média de precipitações aumenta durante a estação, revelando um período com risco acentuado de cheias em córregos, rios e enchentes. Neste ano, no entanto, a perspectiva é que a chuva seja mais irregular, não se descartando até mesmo problemas de baixo índice de precipitação em novembro, período mais próximo ao verão.
?Mas, ainda assim, há possibilidade de chuvas fortes ao longo da estação em 2011. Vale lembrar que a primavera de 2007, ano com condições semelhantes a 2010, foi marcada por tempestades destrutivas de vento e granizo?, observa o meteorologista Natálio Abrahão Filho.
As temperaturas máximas podem atingir valores muito elevados, algumas vezes, acima dos 38 graus na Capital e próximo dos 40 graus no Oeste e Norte do Estado, em função da forte radiação solar e da maior freqüência de dias com céu claro. ?A previsão de altas temperaturas em outubro até meados de novembro, associada à ocorrência de chuvas fortes, quando há possibilidade de alto calor no solo, pode potencializar a eclosão de larvas do mosquito da dengue?, afirma o meteorologista.
A umidade relativa do ar deve se elevar e normalizar a partir de meados de outubro. Até o final de setembro, a ocorrência de índices abaixo dos 20% ainda pode ocorrer, principalmente, nas regiões Norte e Central do Estado. Já com relação aos raios ultravioleta, a tendência é que aumentem gradativamente, podendo chegar aos valores máximos várias vezes por mês.
Chuvas em MS
Nas regiões Norte e Oeste do Estado, a média de chuvas deve ficar dentro da normalidade, em torno de 5% acima do índice histórico. Nas regiões Centro e Leste, as chuvas também ficam dentro da média histórica. Em Campo Grande, espera-se 70 mm em setembro, 130 mm em outubro e 165 mm em novembro.
Para as regiões Sul, Sudeste e Sudoeste, as chuvas podem chegar até 10% abaixo da média. "Existe um alerta para falta de chuva na região Sudoeste, entre Bela Vista, Ponta Porã até Amambaí. Esses municípios podem ficar com falta de chuva em setembro e estiagens de 15 a 20 dias?, destaca Natálio Abrahão.
Segundo ele, não estão descartados CCMS (Complexos Convectivos de Meso-escala), fenômenos ou sistemas que provocam grande quantidade de chuva em períodos relativamente curtos, com ventos de rajadas acima dos 80kmh. "No final de outubro e início de novembro, as chuvas devem vir com raios e trovoadas fortes em todas as regiões, com menor probabilidade no oeste do Estado?, ressalta o meteorologista.