A greve da maioria dos médicos federais em todo o Brasil não foi aderida pelos profissionais sul-mato-grossenses. No entanto, por meio de nota, a AMMS (Associação Médica de Mato Grosso do Sul), o CRM-MS (Conselho Regional de Medicina) e o Sinmedms (Sindicato dos Médicos) manifestaram repúdio à Medida Provisória 568/2012, que reduz os salários dos médicos servidores públicos federais ativos (Professores e Administrativos) e inativos em até 50%.
O texto da Medida Provisória 568/2012 prevê que os médicos que atualmente mantêm jornada de 20 horas semanais no serviço público, ao ingressar na carreira, tenham que cumprir 40 horas semanais e receber o mesmo valor. De acordo com as entidades sul-mato-grossenses, tal medida representa um "retrocesso nas relações de trabalho no país, pois além de reduzir salários, o que afronta a Constituição Federal em seu art. 37, que veda a redução de vencimentos, também corta valores pagos por insalubridade e periculosidade".
As entidades sul-mato-grossenses lembram, ainda, que a população é a maior prejudicada com a situação e, portanto, deve unir forças na defesa dos direitos constitucionalmente assegurados aos trabalhadores e aos pacientes.
"Conclamamos aos dignos representantes do estado junto ao Parlamento Federal, que ao analisar a admissibilidade e o mérito desta MP, efetuem as correções necessárias e se coloquem ao lado das entidades médicas na luta junto ao Governo Federal para que aumente o orçamento da saúde, crie uma carreira de estado para o médico do SUS, garantindo uma remuneração adequada e condições de trabalho dignas para assegurar o melhor atendimento da população", diz trecho da nota.
A Fenam (Federação Nacional dos Médicos) estima que 25 mil dos 45 mil profissionais de saúde federais tenham aderido à paralisação convocada para esta terça-feira (12) em todo o país.