Depois de deixarem Salcedo, no Equador, os aquidauanenses Mac, Wilson, Rhobson e Leonel seguiram para o sul do país e precisaram encarar uma altitude de quase 4 mil metros. Como os Jeeps (Troller e Unimog) não tinham aclimatação, a viagem foi em velocidade bem reduzida, pois, com os veículos esquentando rapidamente, era preciso pará-los e esperar a temperatura voltar ao normal. Leonel, inclusive, tirou a cabeça do snorkel do Unimog, para que o ar entrasse melhor e pudesse ajudar na refrigeração do motor.
Quando anoiteceu, eles conseguiram uma pensão para dormir em Palltanga, à beira de uma rodovia onde o movimento de caminhões era intenso. Como se não bastasse, o quarto ficava na altura da iluminação do poste, em condições totalmente inadequadas para uma boa noite de sono.
Para quebrar um pouco a tensão, Leonel resolveu aproveitar o whisky que havia aberto na Amazônia e serviu uma dose para os amigos, que puderam, enfim, relaxar por alguns momentos.
Os aventureiros deixaram tudo arrumado no quarto do hotel e foram em busca de um restaurante. Encontraram um lugar bastante movimentado, cuja entrada é uma sopa tradicional, mas a aparência do estabelecimento não era das melhores, como lembra Rhobson.
"Eles pediram arroz com bife, mas a equatoriana entendeu errado e serviu um peixe que só o Leonel conseguiu comer. Eu nem pedi, pois não consegui encarar a limpeza do restaurante. Comprei um Toddynho com Doritos, foi minha janta daquele dia".
Chegada ao Peru
No outro dia, os aquidauanenses acordaram cedo, às 05 horas, e seguiram para a fronteira do Equador com o Peru, quinto país da expedição, além de Brasil, Venezuela e Colômbia. O café da manhã, à base de pão de forma, presunto e muçarela, comprados por Rhobson em um supermercado, foi feito em um posto de gasolina, onde Leonel aproveitou para trocar o eixo do Unimog. Ao chegarem à fronteira, resolveram as questões de documentação e se impressionaram com a plantação à beira das estradas.
"A região da fronteira é uma grande produtora de banana, andamos por cerca de 80 quilômetros e a plantação se estendia pelos dois lados da pista, muito bem cuidada, por sinal. Entramos no Peru por Tumbes, onde seguimos pelo litoral e cortamos o país de norte a sul?, diz Rhobson.
A primeira parada, ao anoitecer, foi em um lugarejo chamado Máncora. Já a primeira grande dificuldade em solo peruano foi encontrar um hotel com garagem adequada para o Unimog, veículo maior do que o padrão no país. Isso se refletiu, inclusive, no pedágio.
"O pedágio do Unimog foi cobrado em dobro, como se fosse caminhão, por 12,20 sóis, sendo que para carros normais era 6,10 sóis".
Uma das conduções mais comuns do Peru é um triciclo cabinado de lona, geralmente com motorização 100cc. Segundo o fotógrafo, isso se explica pelo alto preço do combustível, aproximado ao valor do Brasil, e pela agilidade do veículo, com capacidade para levar pelo menos quatro pessoas.
Jeeps dão lugar ao motocar
Foi utilizando uma dessas conduções, popularmente conhecidas como motocar, que os aventureiros procuraram um hotel para se hospedar. Após serem apresentados a uma pousada nada chamativa, rodeada de casas antigas, eles conseguiram arrumar um hotel melhor chamado Rio Del Máncora, onde madrugariam para seguir até Lima, capital do Peru, no dia seguinte.
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site O Pantaneiro.