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Em apuração apertada, Unidos da Tijuca conquista o título do carnaval do Rio

Escola da zona norte homenageou o brasileiro tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna

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Com o enredo que homenageou o brasileiro tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna, a Unidos da Tijuca foi a grande campeã do carnaval do Rio de Janeiro. A agremiação da zona norte lembrou os 20 anos da morte do piloto e emocionou o público na segunda noite de desfiles na Marquês de Sapucaí. Este foi o quarto título da história da escola, que também venceu em 1936, 2010 e 2012, os três últimos sob o comando do carnavalesco Paulo Barros.
 
A Unidos da Tijuca somou 299,4 pontos em 300 possíveis. Em segundo lugar ficou o Salgueiro, que apresentou o enredo "Gaia, a Vida em Nossas Mãos" e obteve 299,3 pontos. Também vão voltar à Sapucaí no desfile das Campeãs, no próximo sábado, 8, Portela, União da Ilha, Imperatriz e Grande Rio. A Império da Tijuca foi rebaixada para a Série A, correspondente à segunda divisão das escolas de samba cariocas.
 
Desfile. Os 3,6 mil componentes vieram divididos em 34 alas. Personagens de desenhos animados como Speed Racer, Ligeirinho, Papa Léguas, Sonic, The Flash, Penélope Charmosa e Dick Vigarista também deram o ar da graça na avenida.
 
O quinto carro alegórico levou para a Sapucaí diversas fotos de Senna. O piloto, que morreu em um acidente na Itália, em 1994, foi três vezes campeão mundial, em 1988, 1990 e 1991. O carro que encerrou o desfile mostrou o início de Senna no kart, com troféus.
 
A irmã do piloto, Viviane Senna, não se exibiu em nenhum carro alegórico - desfilou no chão, acompanhada por diretores da escola. Ao contrário do empresário José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que foi enredo da Beija-Flor e participou ativamente da elaboração do desfile, Viviane não interferiu. "Ficou tudo nas mãos do Paulo. Ele criou o desfile e nos contou como seria", disse Viviane.
 
As famosas alegorias humanas de Paulo Barros (ideia que causou surpresa em 2004, quando a Tijuca apresentou o carro do DNA) se repetiram em três carros. Num deles, os foliões empurravam desenhos de carros de corrida ao longo de uma pista fictícia.
 
Com apenas seis carros alegóricos (a Beija-Flor levou oito à avenida, no domingo), a Tijuca não teve nenhum problema de tempo nem de evolução e harmonia. A correção foi comemorada por Paulo Barros, que acompanhou o desfile após a última ala e, feliz da vida, chegou a sambar junto com a bateria.

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