CAMPEONATO BRASILEIRO 2014 (4ª RODADA)
Coritiba 0 x 1 Sport (*foto)
O Sport já havia sido um incômodo para Santos e Inter como visitante neste Brasileiro, mas saiu de campo sem os três pontos. Desta vez foi diferente. Um gol de Rithely aos 40 minutos do segundo tempo deu a vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba na noite deste domingo, no Couto Pereira, levando os pernambucanos ao sexto lugar, com sete pontos, três a menos do que o líder Inter. Os donos da casa, que acumulavam três empates, entraram na zona de rebaixamento. Estão na 18ª posição.
O público de 10.832 pagantes (12.509 ao todo, com R$ 165.586,00 de renda) viu os times prestarem homenagens. Os jogadores do Coxa atuaram com fotos de suas mães nas camisas. E o Sport vestiu uniforme que faz referência ao Japão, uma das seleções que estarão no Recife na Copa do Mundo, em iniciativa de marketing que já havia homenageado Alemanha e México.
A torcida viu também a estreia de Alex neste nacional, o último de sua carreira. Teve atuação razoável, embora participativa, como de costume. Procurou distribuir passes, roubou três bolas e acertou a trave em um chute.
O Coritiba tomou as ações da partida, apostando no lateral-esquerdo Carlinhos, com avanços em velocidade, e em Alex. Mas nem eles conseguiram superar a marcação adversária. Na melhor chance, o camisa 10 recebeu na área, mas bateu para fora. Já o Sport deixava até nove homens atrás da linha da bola. Quando a recuperava, partia para o contragolpe com Renan Oliveira, Leonardo, Neto Baiano e companhia - também sem sucesso. Só assustou mesmo aos 47 minutos, quando Leonardo soltou a bomba de longe, e Vanderlei salvou com a ponta dos dedos.
O Coxa manteve a postura ofensiva no segundo tempo e quase abriu o placar com o lateral-direito Moacir, ao tentar de letra na pequena área, e Alex, em chute na trave. O Sport cresceu de produção depois que o craque alviverde foi substituído, por cansaço. E passou a levar mais perigo nos contra-ataques. Conseguiu seu gol num lance de bola parada, em que Vanderlei espalmou mal uma cobrança de falta de Neto Baiano. O volante Rithely aproveitou.
O Sport jogará pela Copa do Brasil na quinta-feira: visita o Paysandu no Mangueirão, pela partida de ida da segunda fase. No domingo, já pelo Brasileiro, recebe o Bahia. Um dia antes, o Coritiba enfrenta o Cruzeiro no Mineirão.
Fluminense 2 x 0 Flamengo
Venceu quem vinha de derrota, perdeu quem vinha de vitória. O panorama deixado por Fluminense e Flamengo no último fim de semana não foi respeitado no Fla-Flu deste domingo, vencido pelo Tricolor por 2 a 0, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Fred e Chiquinho, um em cada tempo, fizeram os gols no Maracanã e alavancaram o time de Cristóvão Borges para a vice-liderança do Campeonato Brasileiro. O jogo teve boa presença de público, com 26.178 pagantes e renda de R$ 761.480.
O resultado pendeu para o time mais consistente, mais sólido, dono do jogo na maior parte do tempo, mas pode ser contestado pelo Flamengo, de bom rendimento na etapa final, quando flertou com o empate - e levou o segundo gol. Foi o segundo clássico do ano entre os rivais, e o primeiro também teve triunfo tricolor, por 3 a 0, no Campeonato Carioca.
No momento em que o futebol se mobiliza contra o racismo, todos os jogadores rubro-negros, além do técnico Jayme de Almeida e do preparador de goleiros Cantarele, usaram camisas com nomes de alguns atletas negros que fizeram parte da história do clube. A ação também celebra o aniversário da abolição da escravatura no Brasil, com a Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888.
Com a vitória, o Flu foi a nove pontos, um atrás do Inter, líder isolado do campeonato. O Flamengo, com quatro, é o 16º, grudado na zona de rebaixamento. A queda da equipe de Jayme de Almeida na tabela é consequência de seu péssimo primeiro tempo. Muito bem marcado, o Rubro-Negro não conseguiu atacar. Só ameaçou em pancada de Samir, já no fim. E ainda falhou defensivamente. Fred, na pequena área, entre Cáceres e Felipe, conseguiu fazer o primeiro gol do Flu após cobrança de escanteio.
Na etapa final, o Tricolor parou de jogar e permitiu a reação do Flamengo. O empate rondou o jogo. Alecsandro teve duas boas chances (um chute colocado e um cabeceio), mas detalhes as impediram de virar gols. A pressão se tornou inútil quando Walter, que foi a campo no lugar de Fred, cansado, iniciou contra-ataque que passou por Conca e chegou a Chiquinho, dono de chute certeiro, cruzado - e responsável pela última movimentação no placar.
As duas equipes voltam a campo no domingo. O Rubro-Negro recebe o São Paulo, e o Tricolor visita o Grêmio.
São Paulo 1 x 1 Corinthians
Com tensão entre os treinadores e muitas discussões e empurra-empurra entre jogadores, São Paulo e Corinthians empataram por 1 a 1, neste domingo, na Arena Barueri, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols saíram no segundo tempo. O Timão saiu na frente, com Fagner, mas recuou demais e sofreu o empate aos 34, com Luis Fabiano completando bom passe de Ganso.
O resultado foi melhor para o Corinthians, que se mantém dentro do G-4, com oito pontos, dois a mais do que o São Paulo. O jogo foi em Barueri porque o Morumbi sediou o show da banda One Direction. O público foi de 14.000 pagantes (renda de R$ 244.775), número pequeno para a grandeza do clássico, que foi marcado pela tensão - primeiro entre os treinadores, Muricy Ramalho e Mano Menezes, que alimentam uma rixa que vem desde o Paulistão e se cumprimentaram de forma fria, apenas diplomática, antes do jogo, e depois com os jogadores, se estranhando, discutindo e trocando empurrões a cada lance mais ríspido.
Foram só 11 faltas no primeiro tempo, número de futebol europeu. Mas a estatística mascara o nervosismo entre os jogadores em campo. Houve pelo menos três discussões ríspidas, que por pouco não terminaram em briga - entre Osvaldo e Petros, de Luis Fabiano com Cléber e com Maicon detonando Guilherme na cara do árbitro Raphael Claus, que resolveu economizar nos cartões amarelos - só dois nos primeiros 45 minutos, para Alvaro Pereira e Petros.
Lances de emoção, só a partir dos 40. O primeiro num vacilo de Cleber, num contra-ataque desperdiçado por Ganso. O segundo numa defesa à queima-roupa de Rogério Ceni, em chute de Guerrero. E o terceiro com Osvaldo escapando em velocidade, mas batendo para fora.
Na etapa final, o Corinthians abriu o placar logo aos três minutos - Guerrero saiu da área para fazer a jogada pela esquerda, cruzou rasteiro e encontrou Fagner, que, entrando às costas de Osvaldo, chegou batendo, sem chance para Ceni. Depois disso, para usar uma expressão da moda, o Corinthians "estacionou um ônibus" à frente de sua área. As tentativas de enfiadas de Ganso passaram a ser a única jogada do Tricolor - e foi numa delas que saiu o empate, aos 34, com Luis Fabiano levando a melhor sobre Cléber, num prêmio para a insistência são-paulina.
Os times voltam a campo no próximo domingo. O São Paulo encara o Flamengo, no Maracanã, às 16h. No mesmo horário, o Corinthians faz o primeiro jogo oficial em sua nova Arena, contra o Figueirense. Antes, na quarta-feira, o Timão ainda faz um amistoso com o Atlético-PR, na reinauguração da Arena da Baixada.
Atlético-MG 2 x 1 Cruzeiro
Na despedida do Atlético-MG do Independência antes da Copa do Mundo, a força da equipe no Horto falou mais alto. Com uma virada nem tanto na técnica, mas mais pela vontade acima da média, o Galo fez 2 a 1 no Cruzeiro, que mesmo com um time reserva deu trabalho o tempo todo na partida pela quarta rodada do Brasileiro. Este foi o quarto clássico mineiro no ano, e o primeiro que não terminou 0 a 0, com o pequeno público de 9.048 pagantes.
No fim da partida, jogadores celestes e o técnico Marcelo Oliveira cercaram Héber Roberto Lopes para reclamar da marcação do pênalti - em um lance na área envolvendo Léo e Leonardo Silva - e da expulsão de Luan, que acertou uma cotovelada em Leandro Donizete. Moreno, que abriu o placar, recebeu cartão vermelho durante os protestos. Marion empatou, e André virou, cobrando o polêmico pênalti.
O Galo conseguiu sua primeira vitória no campeonato, passou a somar quatro pontos e saiu do Z-4, na 15ª posição. No próximo domingo, pega o Santos na Arena Pantanal, em Cuiabá. O Cruzeiro perdeu a chance de assumir a liderança e ficou com sete pontos, fora do G-4, na quinta colocação. Os titulares, que folgaram neste domingo, jogam na quarta-feira contra o San Lorenzo, pela Libertadores. No domingo, o time pega o Coritiba, no sábado, pelo nacional.
O Atlético-MG começou melhor o clássico e criou chances que passaram perto do gol de Fábio, que, no entanto, não fez defesa difícil. O Cruzeiro, em um dos seus poucos ataques, abriu o placar. Souza invadiu a área e chutou rasteiro. Victor defendeu parcialmente, e a bola caiu no pé de Moreno. A partir daí, bateu o desespero na torcida e no time atleticano - a irritação era perceptível a cada passe ou lançamento errado. Até houve a chance do empate ainda no primeiro tempo, com Otamendi, mas Fábio fez grande defesa.
O segundo tempo começou com Carlos e Marion nas vagas de Edcarlos e Tardelli respectivamente - o atacante deixou o campo com suspeita de estiramento. O esquema com três zagueiros havia sido eliminado. Mas não o nervosismo do Atlético-MG, que levou dois cartões amarelos - para Leonardo Silva e Leandro Donizete - por reclamação num mesmo lance. Mesmo assim, o empate veio. O time não jogava bem, quando Marion aproveitou um lance na área. A virada veio de pênalti. André, que vinha fazendo boa partida, cobrou no meio do gol.
Chapecoense 1 x 2 Grêmio
Ainda que sob desconfiança, um camisa 9 sempre pode ser fatal. Basta ao menos uma bola para que uma eliminação na Libertadores e uma possível transferência sejam esquecidas. No caso de Barcos, foram duas finalizações precisas que deram ao Grêmio a vitória sobre a Chapecoense neste domingo, por 2 a 1, em uma Arena Condá com 19.175 torcedores. O público é o maior da história do estádio, que foi reformado para a disputa do Brasileirão.
A Chapecoense lutou, conseguiu dominar o Grêmio em boa parte da partida, mas pecou naquilo que os gaúchos têm: um goleador. Os catarinenses conseguiram marcar apenas no fim do jogo, com Tiago Luís, e somam um ponto em quatro rodadas, em penúltimo lugar. Já o Tricolor contou também com boas defesas de Marcelo Grohe, que não evitou o gol no fim, ao espalmar uma bola cruzada. A vitória, primeira fora de casa, deixa a equipe em sétimo lugar, com sete pontos, a três do líder Internacional.
Os 45 minutos iniciais foram divididos em duas partes. A primeira esteve sob o comando da Chapecoense, que encaixou uma marcação no campo ofensivo e sufocou o Grêmio. A ineficiência nas finalizações e duas boas intervenções de Grohe mantiveram o zero no placar. A segunda parte foi dos gaúchos, e o panorama se inverteu. Alan Ruiz e Rodriguinho entraram na partida e dominaram o meio, contando com Dudu como boa opção, em especial pelo lado direito. Mas, diferentemente do rival, o Tricolor aproveitou sua oportunidade. Após cobrança de escanteio, Barcos virou com estilo e abriu o placar.
Na volta do intervalo, a Chapecoense abriu mão de um volante e colocou Alemão no ataque. Martelou, fez os gremistas atuarem em seu campo, com apenas Barcos à frente da linha que divide o gramado. E os catarinenses tentaram de cabeça, pelo chão, de falta, mas a bola não entrou. O Tricolor aproveitou para tirar seus dois meias - Dudu e Alan Ruiz - e colocou Luan, para puxar o contra-ataque, e Ramiro, terceiro volante, para marcar. Foi com Luan que o contragolpe começou e terminou com o Pirata: 2 a 0 em conclusão cheia de técnica e frieza. Já nos acréscimos, Tiago Luís descontou, após jogada de Alemão pela direita.
A Chapecoense tem a Copa do Brasil no meio da semana. Recebe o Ceará às 19h30 de quarta-feira, na partida de ida da segunda fase. Pelo Brasileirão, pega o Atlético-PR, no domingo, às 16h, em Maringá (PR). O Grêmio tem uma semana para trabalhar. Volta a campo somente no próximo domingo, às 16h, diante do Fluminense, na Arena.
Figueirense 0 x 2 Santos
O técnico Oswaldo de Oliveira precisou deixar o Santos menos ofensivo - ao menos no papel - para ver o time vencer pela primeira vez no Campeonato Brasileiro. Na noite deste domingo, o Peixe, com Leandro Damião no banco durante os 90 minutos, venceu o Figueirense por 2 a 0, no estádio do Café, em Londrina. O resultado leva os paulistas aos seis pontos e mantém o Figueira zerado, na última colocação.
Com seu reforço de mais de R$ 40 milhões no banco de reservas, o Peixe abriu mão do 4-3-3 e entrou em campo com um meio de campo mais técnico, com Lucas Lima na armação. A aposta de Oswaldo de Oliveira deu mais liberdade para Arouca e Cícero, que se aproximaram mais dos atacantes, com o meio-de-campo na formação losango (Alison ficou à frente da zaga) e levaram perigo com chutes de fora da área.
Apesar do domínio, os paulistas mostraram dificuldades em furar a retranca dos catarinenses. O Figueirense, por sua vez, mandou a campo uma formação com três atacantes com o objetivo de fugir da lanterna, mas a tática de Guto Ferreira não deu nenhum resultado, já que Marco Antônio ficou isolado no meio e apenas viu a equipe abusar dos lançamentos diretos para o ataque.
Quando a primeira etapa caminhava para um empate sem gols, um lance irregular mudou a história do confronto. Aos 43, Emerson cruzou da esquerda para Gabriel, em posição de impedimento, completar de primeira e abrir o marcador. O Figueirense ainda foi para o intervalo reclamando com o árbitro Francisco Carlos do Nascimento a não marcação de um pênalti em Artur.
Na segunda etapa, o Santos administrou a vantagem e se aproveitou da situação delicada do adversário para controlar o jogo. Depois do gol de Arouca, aos 16, alguns jogadores do Figueirense perderam a cabeça e, incomodados com os gritos de "olé" da arquibancada do estádio do Café, passaram a abusar das jogadas violentas. O resultado disso foi a expulsão de Raul, após uma falta sem bola em Gabriel.
Mesmo como mandante na próxima rodada, o Peixe vai encarar o Atlético-MG longe de São Paulo. Um acordo com a prefeitura de Cuiabá, que rendeu R$ 1,2 milhão aos cofres alvinegros, transferiu a partida da Vila Belmiro para a Arena Pantanal, no domingo, às 18h30. Já o Figueirense terá uma uma prova difícil na próxima rodada. Lanterna da competição, a equipe catarinense viaja até São Paulo para encarar o Corinthians - o duelo será disputado no domingo, às 16h, na Arena Corinthians.
Bahia 1 x 1 Vitória
Para manter o tabu que vigora diante do maior rival, o Bahia precisou suar a camisa. Teve que superar a adversidade de ter saído atrás no placar para empatar a partida já no fim e chegar ao oitavo jogo consecutivo sem perder para o Vitória. Souza abriu o placar e Pará fez 1 a 1 no quinto Ba-Vi do ano, disputado na noite deste domingo, na Arena Fonte Nova, diante de 24.593 mil torcedores.
O placar fez o Bahia subir duas posições e ficar com a última vaga do G-4 ao final da quarta rodada, com sete pontos. O Vitória caiu para o 12º lugar, com cinco pontos.
O primeiro tempo teve o que se pode esperar de um clássico. Boas chances de gol, muita disposição e provocações. Pelo lado esquerdo do setor defensivo rubro-negro, Maxi Biancucchi e o estreante Alemão travaram um duelo particular. Os dois trocavam farpas e empurrões a todo momento e precisaram ser advertidos pelo árbitro. Mais organizado, o Bahia criou as melhores oportunidades. Anderson Talisca e Wilson Pittoni assustaram a meta de Wilson. No entanto, foi o Vitória que chegou ao gol. Após cobrança de escanteio, Marcelo Lomba tropeçou no pé de Demerson, seu companheiro, e foi ao chão. Souza marcou seu primeiro gol contra o ex-clube.
Os 45 minutos finais foram de muita entrega, mas pouca técnica. As equipes pareciam mais preocupadas em disputar no grito cada pedaço do gramado do que em jogar bola. Tanto que, aos 30 minutos, dois jogadores foram para o chuveiro mais cedo. Após entrada dura de Souza em Uelliton, os dois se desentenderam e foram expulsos. Com mais espaços para atacar, o Bahia se lançou, pressionou o rival e conseguiu o empate. Pará invadiu como uma flecha a defesa e tocou com categoria na saída de Wilson: 1 a 1.
A dupla Ba-Vi só volta a campo pelo Brasileiro no próximo fim de semana. O Vitória recebe o Palmeiras no domingo, às 18h30 (horário de Brasília), no estádio de Pituaçu. E o Bahia vai até a Ilha do Retiro, onde enfrenta o Sport, também no domingo, às 16h (horário de Brasília). Antes, porém, tem compromisso pela Copa do Brasil: enfrenta o América-MG na quarta-feira, na Arena Fonte Nova.
CAMPEONATO BRASILEIRO SÉRIE C 2014 (PRIMEIRA FASE - 3ª RODADA)
Mogi Mirim 1 x 1 Madureira
CRB 2 x 3 Crac
Cuiabá 0 x 0 Treze
Guarani 1 x 0 Macaé