Na manhã desta quarta-feira (21), seis funcionários da Prefeitura de Miranda foram feitos reféns por indígenas e ficaram proibidos de sair do local. O fato ocorreu no depósito de lixo da cidade, que é reivindicado como sendo uma área indígena.
As vítimas foram resgatadas pela Polícia Civil, mas a situação ainda permanece tensa no município. Um grupo de aproximadamente 150 índios permanece na região e promete não sair enquanto não tiver suas reivindicações atendidas.
?A Polícia Civil continua realizando diligências na região para evitar conflito entre índios e fazendeiros?, explica o delegado Luís Alberto Ojeda.
Investigadores confirmam que três ônibus escolares e pelo menos mais quatro veículos da Prefeitura de Miranda estão sob poder dos índios, que se recusam a liberá-los.
Atentado
No início desta semana, o líder indígena Paulino Terena, que mora em Miranda, foi baleado na perna durante um atentado. O caso ocorreu em uma área que é alvo de disputas entre fazendeiros e indígenas.
Paulino Terena é uma das 342 pessoas incluídas no Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Ainda não há pistas sobre o atentado, que é investigado pela Polícia Federal.