TAÇA LIBERTADORES 2014 (SEMIFINAL - JOGO DE VOLTA)
Bolívar-BOL 1 x 0 San Lorenzo-ARG (Ida: 0 x 5) *foto
Não há gramado ruim, pressão da torcida, nem 3,6 mil metros de altitude que ajudem a superar uma desvantagem de cinco gols. O Bolívar tentou. A torcida boliviana apoiou e lotou o Hernando Siles, em La Paz. Mas a festa, que se encaminhou na semana passada, fica em Boedo, onde os torcedores do San Lorenzo se concentram em Buenos Aires ? e no Vaticano, onde o mais ilustre deles, o Papa Francisco, está. O Ciclón foi paciente. E nem precisava, após o 5 a 0 no jogo de ida das semifinais. A derrota por 1 a 0 desta quarta-feira, em La Paz, foi mais do que suficiente para levar o Cuervo à sua primeira final de Libertadores da história.
A tarefa era muito difícil. Nem mesmo o hino ?sí, se puede? (sim, se pode), coro comum em vários estádios sul-americanos em momentos de dificuldade, foi escutado no Hernando Siles. O Bolívar dominou a partida. Teve a posse de bola, acertou a trave no início do primeiro tempo, mas fez somente um dos cinco tentos que buscava. Yecerotte, aos 46 minutos da segunda etapa, marcou o único gol do jogo. O San Lorenzo apenas esperou o fim da partida. Fechou-se e se preocupou em não levar o gol. E cumpriu bem a missão para tentar colocar o marco que falta na sua história centenária.
Agora restam dois jogos para que o torcedor ciclón não seja mais alvo de piada dos rivais, que usam a sigla do clube, Casla, para provocá-lo com a alcunha de ?Clube Argentino Sin Libertadores?. O San Lorenzo é o único dos grandes do país sem um título da competição. O caminho do time argentino terá o Nacional-PAR pela frente na tentativa de se igualar aos conterrâneos que já levantaram a taça.
O time de Edgardo Bauza, que tenta seu segundo título da competição ? foi campeão com a LDU em 2008 ?, faz com o Tricolor paraguaio a primeira decisão de Libertadores com os dois piores segundos colocados da fase de grupos. O primeiro confronto contra os paraguaios será na próxima quarta-feira, dia 6, em Assunção. O segundo jogo será em Buenos Aires, dia 13. Na final, o gol fora de casa não é critério de desempate.
COPA EUROAMERICANA 2014
Palmeiras 2 x 1 Fiorentina
Com um uniforme azul, alusivo às suas origens italianas, o Palmeiras iniciou as festividades de seu centenário com uma boa vitória sobre a Fiorentina, por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no Pacaembu. De "Azzurra", o Verdão atuou com um time misto, mas muito bem postado, e saiu de campo aplaudido por torcedores que não veem uma vitória no Brasileirão já há seis rodadas - e que ainda estavam "mordidos" pela derrota para o maior rival, o Corinthians, no último domingo.
Titulares como Wendel, Lúcio, Tobio, Renato, Felipe Menezes, Mouche e Henrique foram poupados pelo técnico Ricardo Gareca. O argentino montou a equipe no 4-2-3-1, com a estreia de mais um compatriota recém-contratado do Vélez Sarsfield, o meia Agustín Allione, bem aberto pela direita. O novo "hermano" mostrou qualidade e foi um dos destaques do time, ao lado de Wesley e do jovem lateral Victor Luis, autor do primeiro gol. Leandro, que não marcava desde abril, fez segundo. E Gareca fez cinco alterações na etapa final, mandando a campo até o zagueiro uruguaio Victorino, que não fazia uma partida oficial desde setembro de 2012, ainda pelo Cruzeiro. O público pagante foi de 20.285 pessoas, e a renda de R$ 921.192,50.
O jogo foi válido pela Copa Euroamericana, um torneio no qual a competição é entre continentes, não entre times. Com a vitória palmeirense, a disputa está empatada em 4 a 4. A decisão será no sábado entre Universitario, do Peru, e Fiorentina. O jogo do Pacaembu, porém, valeu uma taça: o troféu Julinho Botelho, ídolo em comum de Verdão e Fiorentina, nos anos 50. Pelo Brasileirão, o Palmeiras volta a jogar no domingo, às 16h, contra o Bahia, também no Pacaembu.
COPA DO BRASIL 2014 (TERCEIRA FASE - JOGOS DE IDA E VOLTA)
Novo Hamburgo 2 x 0 ABC (ida: 0 x 1)
Se a campanha do Novo Hamburgo na Copa do Brasil já era histórica, a noite desta quarta-feira reservou um capítulo especial. Fora das quatro divisões do Campeonato Brasileiro, o time gaúcho guardou para os acréscimos o presente para a torcida que o incentivou até o fim no Estádio do Vale. Aos 46 minutos do segundo tempo, Juba, de costas, fez o gol que garantiu a vitória por 2 a 0 sobre o ABC, carimbando a vaga para as oitavas de final. É o fim da linha para a equipe potiguar, que venceu por 1 a 0 na ida e esperava igualar sua melhor campanha no torneio nacional.
O Novo Hamburgo havia participado apenas da edição de 2006, sendo eliminado logo na primeira fase. O último gaúcho de fora da capital a chegar às oitavas havia sido o Caxias, em 2011. Dos demais confrontos da terceira fase, apenas o Santa Rita pode repetir o feito do Novo Hamburgo e conseguir a classificação mesmo estando fora das quatro divisões do Brasileirão. Os alagoanos pegam o Santa Cruz - o jogo de ida será na semana que vem.
O Novo Hamburgo agora espera o sorteio da CBF para a definição do adversário, já que a próxima fase da Copa do Brasil ganha o reforço dos times que participaram da Libertadores. O ABC volta a campo no sábado, diante do América-MG, pela 14ª rodada da Série B. Será o terceiro compromisso alvinegro longe de Natal em menos de 10 dias.
Vasco 2 x 1 Ponte Preta (ida 2 x 0)
A exemplo do que fizera na partida de ida, em Campinas, na última semana, o Vasco uma vez mais se impôs diante da Ponte Preta. Fora de casa, o Cruz-Maltino havia vencido por 2 a 0 e, por isso, entrou em campo nesta quarta, em São Januário, podendo até perder por um gol de diferença. Mas o time carioca garantiu sua classificação às oitavas de final da Copa do Brasil com um novo triunfo, desta vez por 2 a 1. Douglas e Rafael Costa, contra, marcaram os gols do Vasco. Cafu, numa pintura, fez o gol do time de Campinas. O público foi de 7.024 pagantes (7.734 presentes). A renda somou R$ 153.500,00.
O confronto da próxima fase não está definido, pois o sorteio para definir as chaves das oitavas de final ainda será realizado. Pela Série B, o Vasco volta a campo no próximo sábado, para encarar o Paraná Clube, outra vez em São Januário. A Ponte Preta joga no mesmo dia, pela mesma competição, contra o Sampaio Corrêa, no Maranhão.
Internacional 1 x 2 Ceará
O Ceará parece mesmo ser uma pedra no sapato do Inter. O líder da Série B acabou com a invencibilidade colorada no novo Beira-Rio - eram oito jogos sem perder - ao fazer 2 a 1 na noite desta quarta-feira, em partida de ida pela terceira fase da Copa do Brasil. O jogo, que só terminou aos 52 minutos do segundo tempo, teve dois gols nos acréscimos - Alan Ruschel chegou a empatar aos 46, mas Ricardinho marcou um minuto depois. Houve ainda bonito gol de Nikão, no início da segunda etapa, e pênalti defendido por Dida em cobrança de Magno Alves.
O Vozão vencera no último encontro entre as duas equipes, também no Beira-Rio, pelo Brasileirão de 2011, além de levar a melhor no confronto pela Copa do Brasil de 1994.
A partida de volta está marcada para o dia 13 de agosto, também às 22h, no Castelão. O Inter agora joga pela Série A do Brasileiro: será no domingo, contra o Santos, novamente em seu estádio. Já o Ceará, pela Série B, recebe o Boa Esporte no sábado.
Bragantino 1 x 2 São Paulo
Com desfalques importantes (Kaká, Alan Kardec, Osvaldo, Antônio Carlos e Luis Fabiano), o São Paulo voltou a apresentar algumas falhas defensivas, tomou um susto perto do fim, mas venceu o Bragantino, por 2 a 1, nesta quarta-feira à noite, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, pela terceira fase da Copa do Brasil. Bruno Recife (contra) e Alexandre Pato (de pênalti) marcaram os gols tricolores. Luisinho descontou para o Braga. Com o resultado, o Tricolor pode até perder por um gol no jogo de volta, dia 13 de agosto, no Morumbi, para avançar às oitavas de final. O Braga precisa vencer por dois gols - ou por um, desde que marque pelo menos três. Caso devolva os 2 a 1, o time de Bragança força a decisão por pênaltis.
O São Paulo adotou um estilo cadenciado, paciente, neste segundo semestre. O time mantém a posse de bola, toca, gira, inverte o lado. O problema é que falta ser mais efetivo. Tem sido assim no Campeonato Brasileiro (com exceção do jogo contra o Bahia, o primeiro após a Copa do Mundo, quando venceu por 2 a 0, em Salvador). Contra Goiás e Chapecoense, a equipe dominou a posse de bola, mas perdeu ambos.
Nesta quarta, o Tricolor chegou a ter 84% da posse no primeiro tempo (terminou a etapa com 70%), mas teve dificuldades para se aproximar da área adversária. O gol, aos 16, saiu graças à colaboração do lateral-esquerdo Bruno Recife, que tentou cortar a cobrança de escanteio de Pato e marcou contra. Após abrir o placar, o Tricolor se soltou mais e quase marcou o segundo com Ganso, de cobertura, após tabela com Pato, na única jogada mais aguda da primeira etapa. O Bragantino, por sua vez, mostrou-se muito limitado. Passou todo o primeiro tempo atrás, esperando o momento certo para surpreender em um contra-ataque, que nunca saiu.