Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) obtido pela agência Reuters e que ainda não foi publicado informou que os doze estádios usados na Copa do Mundo deste ano no Brasil custaram 50% a mais do que o previsto e apenas seis dos 35 projetos de transporte público prometidos foram concluídos a tempo. De acordo com o documento, que deverá ser publicado até segunda-feira, as doze arenas foram construídas ou reformadas a um custo total de 8,44 bilhões de reais. A estimativa original de gastos, em 2010, era de 5,6 bilhões de reais.
A obra mais cara foi a remodelação do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, que custou 1,44 bilhão de reais, quase o dobro de sua estimativa inicial. Com muitos estádios entregues em cima da hora e projetos de mobilidade urbana incompletos ou abandonados, havia o temor de que a Copa de 2014 fosse caótica. No entanto, o torneio foi considerado um sucesso, com bons jogos, altas médias de público e sem problemas sérios fora de campo. O relatório de 130 páginas, porém, deixou claro que o trabalho poderia ter sido muito melhor.
O governo prometeu 26 novos projetos de aeroportos, mas apenas 14 foram terminados a tempo, segundo o relatório. E apenas seis dos 35 projetos de transporte público prometidos foram concluídos até o início do torneio. Autoridades do governo têm afirmado que vão terminar o que começaram, mas nenhum dos 29 projetos que estavam inacabados em junho foi concluído desde então. "Sem dúvida alguma, a conclusão desses empreendimentos representará importante legado da Copa", informou o relatório do TCU.
O Brasil também vai sediar os próximos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, em 2016. A cidade garante que os preparativos estão dentro do cronograma, embora existam preocupações sobre os locais de vela e golfe. (*Com agência Reuters)