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Avião caiu 13 min após decolagem e polícia suspeita de pouso forçado

Acidente aconteceu na manhã deste sábado, em uma fazenda da capital. Dois ocupantes morreram; piloto e advogado.

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O acidente com um monomotor que matou um piloto e um advogado no início da manhã deste sábado (6), em Campo Grande, aconteceu 13 minutos após a decolagem do Aeroporto Santa Maria e a suspeita da Polícia Civil é que tenha ocorrido durante tentativa de pouso forçado. 
 
A informação é do delegado Wilton Villas Boas, ao G1. Ele explica que pode ter havido tentativa de pouso forçado devido a posição em que a aeronave ficou na pastagem e também porque não houve explosão.
 
Segundo informações da Polícia Civil, o avião Cessna 206 decolou do aeroporto municipal com destino à fazenda do advogado Marco Túlio Murano Garcia, de 44 anos, que morreu, em Aquidauana, que fica a 131 quilômetros da capital sul-mato-grossense, pouco antes das 8h (de MS). 
 
Garcia havia disputado a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seccional de Mato Grosso do Sul, em 2012.
 
O acidente aconteceu na fazenda Botas, em uma área de difícil acesso. Jéssica Lima, filha do dono da propriedade, disse ao G1 que o irmão dela estava sozinho na fazenda quando percebeu uma queda de energia e em seguida ouviu um barulho alto, mas não deu atenção.
 
A primeira equipe de segurança a chegar ao local do acidente foi o Esquadrão Pelicano, da Base Aérea de Campo Grande. Em seguida, o Corpo de Bombeiros, mas sem os equipamentos necessários para desencarcerar os corpos.
 
Peritos e outros bombeiros, já com os desencarceradores, só tiveram acesso ao avião horas depois do acidente. O acesso foi feito em carro até a entrada da fazenda e depois, a pé até o local da queda da aeronave. Só de caminhada foram cerca de duas horas, entre pastagem e até travessia no rio Botas.
 
Os corpos foram retirados pelos bombeiros e levados em helicóptero da Polícia Civil até o hangar do governo do estado, no Aeroporto Internacional de Campo Grande e de lá foram levados pela funerária ao Instituto Médico e Odontológico Legal (Imol).
 
Dois militares da Base Aérea de Campo Grande já fizeram a investigação preliminar do acidente e não há prazo para o resultado. Militares do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) irão fazer o trabalho.

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